Acordamos cedo, pegamos a linha 9 do metrô direto para a estação Trocadero, e lá tivemos nosso primeiro contato com a linda cidade e seu marco, a Torre Eiffel. Achamos que a melhor vista da torre está no Trocadero, que é uma grande e também linda praça com dois museus, no alto da pequena colina do lado de lá do Rio Sena. Cruzamos o rio até a torre, pegamos a fila e esperamos a abertura da torre por uns 15 minutos. Ao ver a organização e a forma como os turistas são tratados lá, ficamos nos perguntando porque, por exemplo, não somos capazes de fazer o mesmo no Cristo Redentor ou no Pão de Açúcar. A coisa funciona muito bem, você se sente bem tratado e antes mesmo de visitar a torre, acha que o dinheiro ($11 euros por pessoa!!) já está sendo bem gasto. Achamos que a visita à torre é obrigatória em Paris e que assim como a cidade, ela é exatamente tudo que se espera dela. É um monumento lindo, de bom gosto, a vista lá de cima é maravilhosa. Estando em Paris, não deixe de visitá-la e enfrente a fila, mesmo que ela esteja enorme.
Saímos de lá e fizemos o passeio de barco pelo Rio Sena. É também bem bacana, se vê toda a cidade do rio. Saímos do barco novamente pertinho da torre, na ponte d’Iéna, andamos pelo Parc du Champ de Mars e entramos pelo bairrinho à esquerda do parque, na região da Avenue Bosquet. Esse bairro é uma graça, cheio de boulangeries, cafés, mercearias etc. Lá compramos nossos primeiros croissants e baguetes, que são realmente deliciosos! Fomos andado pela rua comendo-os, em direção ao Hôtel des Invalides. O Hôtel foi construído pelo governo francês para abrigar os soldados feridos nas guerras e hoje é um museu. Cruzamos por dentro do Hôtel e chegamos ao jardim logo em frente, lindo, como vocês podem ver nas fotos. De lá se vê o Grand e o Petit Palais, onde chegamos ao cruzar a ponte Alexander III. O Grand Palais é uma espécie de centro de eventos e estava fechado para obras. O Petit Palais, que não tem nada de pequeno, é hoje também um museu, com a grande vantagem de ser gratuito. O acervo é ótimo, mas achamos que a estrela é realmente o palácio e seu jardim interno, que dá acesso ao café. É uma espécie de oásis no coração de Paris.
De lá pegamos a Avenue des Champs Elysées. A vista é incrível, de um lado se vê a Place de la Concorde com seu obelisco, e logo após o Jardin des Tuileries com o Louvre. Do outro a avenida com suas árvores, calçadas largas e o Arc de Triomphe. A avenida decepciona, pois hoje parece um grande shopping center ao céu aberto. É impossível andar por ela, graças ao enorme número de turistas como nós que a visitam. No final da avenida está o Arc de Triomphe, maior do que imaginávamos, lotado e bonito. Já eram umas 15:00, resolvemos pegar a Avenue de Friedland e Boulevard Haussmann, até a Opéra Garnier e as grandes galerias. Infelizmente a Opéra estava fechada e não havia nenhum espetáculo com tiquetes disponíveis. Entramos no Mercado Gourmet da Galerie Lafayette e lá compramos alguns de-li-ci-o-sos acepipes e quitutes franceses para nosso jantar: presunto parma recheado com queijo de cabra, tomate seco, queijos, pães, vinhos e dois caros e pequenos brioches de foie gras! Calma, não gastamos tanto assim e nem ficamos metidos, mas é que é beeem mais barato comer em casa do que ir a um restaurante à noite. Pegamos em seguida o metrô até a Place de la Bastille, de onde andamos até a Place des Vosges. É uma praça quase privada, com apenas 3 acessos, um cantinho meio que perdido no coração do bairro Les Marais. Talvez seja a praça mais charmosa de Paris. Andamos um bocado pelo bairro, pegamos a Rue de Turenne embaixo de garoa, paramos em um café, compramos nossas sobremesas, e fomos finalmente para casa.
Lá tivemos nosso jantar francês e podemos dormir tranquilos!
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