Isso aqui ôô, é um pouquinho de Brasil iá,iá....
Nosso retorno foi excelente: festa no aeroporto, com bexigas em formato de coração e toda a família reunida! (vejam só a foto acima tirada assim que pisamos no Brasil)Logo ao chegar, a primeira prova que estávamos realmente no Brasil: chegamos primeiro que nossa família no Aeroporto! Ficamos parados por alguns minutos pensando: "será que eles erraram o dia? será que eles não gostam mais de nós? será que fomos esquecidos? ou será que a família toda, mesmo vindo de lugares diferentes, em carros diferentes, atrasaram?".
Em cerca de 10 minutos, percebemos que a última opção era a certa. Eles foram aparecendo e nos abraçando! Que choradeira! O Zé, assim que abraçou correndo, sumiu da minha vista e voltou uns 5 minutos depois com 2 pães de queijo! Esse não nega a "mineirice"!
Depois, toda a turma foi direto para nosso apartamento e quando entramos na sala, outra surpresa: uma enorme faixa estava na parede com os dizeres "Vi e Zé estamos muito felizes com a volta de vocês. Sejam bem-vindos!". E aí, rolou um super "café da manhã" que se estendeu até às 13hs. Vejam só, a família toda matou o trabalho na parte da manhã.... Desde então, é só festa e alegria. Estamos em um ritmo de comilança que não está fácil. Acho que eles pensam que não havia comida na Alemanha..... calma, pessoal, um Menu por dia, please!!!!
Todos os dias temos mil coisas para fazer, além de convites para encontrar os amigos. Praticamente estamos jantando de segunda a segunda em algum restaurante ou casa de alguém. Vejam só o "menu gastronômico" da semana passada: segunda: Lanchonete da Cidade e seu maravilhoso hamburguer, terça: comida árabe no Dibs, quarta: comida mineira no Pilão Mineiro, quinta: pizza no Quintal do Brás, sexta: churrascaria, sábado: padoca Galeria dos Pães, domingo: feijoada, segunda: pizza na pizzaria Brás. E assim vai..... Acho que terei que começar uma academia, pois não rola andar de bike (minha linda Ceci) aqui em Sampa!Mas, não reclamo! Está sendo ótimo ser paparicada por todos! É muito bom!!!!Estava com muitas saudades da minha família e cada reencontro é uma grande festa!
Beijos!
Vi
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Tschuess Deutschland!
Escrevi esse texto no dia 26.07, exatamente 5 dias antes de deixar a Alemanha, mas só hoje tive tempo de inseri-lo no Blog.
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Hallo meine liebe Familie!!!!nossa, nem acredito que vou deixar esta sopa de letrinhas para trás! Ai que maravilha!!!Nada como voltar para a nossa terra, nossa cultura, nossa língua, nossos problemas, nossa gente!Estamos muito felizes por poder voltar! Vocês nao imaginam...Nosso período alemao foi excelente! Nao temos do que reclamar. Visitamos 18 países em 2 anos, aprendemos um novo idioma, conseguimos ter uma experiência profissional internacional, fizemos muitos amigos (nossa festa de despedida tinham 50 pessoas! Isso nao é para qualquer um!!!!!), enfim estamos voltando muito satisfeitos.Satisfeitos por perceber q nosso país, por mais q nao seja perfeito, é ainda assim a nossa casa. Voltar foi nossa decisao! E temos certeza que receberemos o carinho de todos vocês ao chegarmos aí na nossa terrinha.Imagino que esse seja um dos últimos e-mails que eu esteja escrevendo da Alemanha e gostaria de aproveitar e agradecer a todos vocês que sempre nos deram apoio à distancia, seja ouvindo nossas lamentacoes, desabafos e dificuldades, seja dividindo conosco nossas conquistas e alegrias.Vários de vocês me escreveram falando que estavam impressionados como a distância aproximava as pessoas. É pura verdade! Vocês foram o nosso "porto seguro" neste distante e estranho país. Até mesmo o longo e tenebroso inverno alemao ficou mais quente com a visita de vocês!Obrigada Mammy pelos e-mails quase que diários!!!!! Vc nao imagina como isso me ajudava a "me sentir parte da família"! Obrigada Papito pelas maravilhosas receitas q vc me mandou (meus quiches sao um grande sucesso por aqui!), e claro, pela reforma no nosso apê!!! Obrigada Juju, Déia e Cris por sempre nos mandarem coisas deliciosas do Brasil, além das muitas cartinhas, bilhetinhos e fotos dos meus fofos! Obrigada Carol pela grande força que vc me deu nos últimos meses. Vc é um anjo, prima! Obrigada Tia Meire pelos lindos "socadores" de caipirinha enviados especialmente para a nossa festa de despedida. Vc nao imagina como eles fizeram sucesso!Obrigada Lazinha por sempre estar disponível na câmera e disposta a bater um papinho no meio da tarde! Obrigada Zé Carlos pela grande forca no apê, no pagamento da contas, bancos, procuracoes, etc.... nossa, acho que vamos terceirizar este trabalho quando chegarmos aí no Brasil!Obrigada Morinho por nos deixar participar de um dos momentos mais especiais da sua vida: o pedido de noivado na torre Eiffel. Impagável!E enfim, gostaria também de agradecer "publicamente" meu amado Zé, Zeca ou Júnior. Honey, vc sabe que estamos mais unidos do q nunca! Sem vc, eu nao teria conseguido SUPORTAR esta estadia alema!!!!OBRIGADA MINHA QUERIDA FAMÍLIA!!!!!!Nao vejo a hora de nos encontrarmos!!!!Beijo grande!!!! Até daqui 5 dias!!!!Vi - 26.'7.2008
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Hallo meine liebe Familie!!!!nossa, nem acredito que vou deixar esta sopa de letrinhas para trás! Ai que maravilha!!!Nada como voltar para a nossa terra, nossa cultura, nossa língua, nossos problemas, nossa gente!Estamos muito felizes por poder voltar! Vocês nao imaginam...Nosso período alemao foi excelente! Nao temos do que reclamar. Visitamos 18 países em 2 anos, aprendemos um novo idioma, conseguimos ter uma experiência profissional internacional, fizemos muitos amigos (nossa festa de despedida tinham 50 pessoas! Isso nao é para qualquer um!!!!!), enfim estamos voltando muito satisfeitos.Satisfeitos por perceber q nosso país, por mais q nao seja perfeito, é ainda assim a nossa casa. Voltar foi nossa decisao! E temos certeza que receberemos o carinho de todos vocês ao chegarmos aí na nossa terrinha.Imagino que esse seja um dos últimos e-mails que eu esteja escrevendo da Alemanha e gostaria de aproveitar e agradecer a todos vocês que sempre nos deram apoio à distancia, seja ouvindo nossas lamentacoes, desabafos e dificuldades, seja dividindo conosco nossas conquistas e alegrias.Vários de vocês me escreveram falando que estavam impressionados como a distância aproximava as pessoas. É pura verdade! Vocês foram o nosso "porto seguro" neste distante e estranho país. Até mesmo o longo e tenebroso inverno alemao ficou mais quente com a visita de vocês!Obrigada Mammy pelos e-mails quase que diários!!!!! Vc nao imagina como isso me ajudava a "me sentir parte da família"! Obrigada Papito pelas maravilhosas receitas q vc me mandou (meus quiches sao um grande sucesso por aqui!), e claro, pela reforma no nosso apê!!! Obrigada Juju, Déia e Cris por sempre nos mandarem coisas deliciosas do Brasil, além das muitas cartinhas, bilhetinhos e fotos dos meus fofos! Obrigada Carol pela grande força que vc me deu nos últimos meses. Vc é um anjo, prima! Obrigada Tia Meire pelos lindos "socadores" de caipirinha enviados especialmente para a nossa festa de despedida. Vc nao imagina como eles fizeram sucesso!Obrigada Lazinha por sempre estar disponível na câmera e disposta a bater um papinho no meio da tarde! Obrigada Zé Carlos pela grande forca no apê, no pagamento da contas, bancos, procuracoes, etc.... nossa, acho que vamos terceirizar este trabalho quando chegarmos aí no Brasil!Obrigada Morinho por nos deixar participar de um dos momentos mais especiais da sua vida: o pedido de noivado na torre Eiffel. Impagável!E enfim, gostaria também de agradecer "publicamente" meu amado Zé, Zeca ou Júnior. Honey, vc sabe que estamos mais unidos do q nunca! Sem vc, eu nao teria conseguido SUPORTAR esta estadia alema!!!!OBRIGADA MINHA QUERIDA FAMÍLIA!!!!!!Nao vejo a hora de nos encontrarmos!!!!Beijo grande!!!! Até daqui 5 dias!!!!Vi - 26.'7.2008
Será que virei alemã?
Gente,
acho que estou virando alemã demais.... minha ficha caiu nesse último final de semana, quando assei para o café da manhã esse delício bolo de maçã. Como vocês podem ver pela foto, ficou uma delícia.... comemos tudinho.... mas sem dúvida, em SP, eu jamais levantaria de manhã e iria assar um bolo!
Mas não é só isso, alguns outros sinais que me entregam como uma típica alemã:
- Atendo o telefono e digo meu nome completo "Vivian Muniz"! O charmoso "Alô" não existe por aqui,
- Virei a maníaca do lixo. Separo tudo. Um simples vidro de geléia pode ir para 3 sacos de lixos diferentes! Separo os vidros por cores, plásticos de papel, etc....
- Já acostumei a chamar os colegas pelo sobrenome... nem me perguntem o nome deles, pois só sei quem são pelos sobrenomes!
- Se o trem atrasa 1 minuto, já fico irritada no ponto e reclamo como todo bom alemão. "Onde já se viu atrasar 1 minuto?!".
- No supermercado, não compro sacolas, levo minha sacola ecológica de casa. Para que juntar saquinhos em casa, sendo que nunca conseguirei usar todos eles?
- Na hora do almoço, nada de "papo pessoal" com os colegas de trabalho! Ninguém tá interessado em saber o que você fez no último final de semana.
- Aprendi a ficar quieta e calada em lugares públicos. Nada de falar alto ou no telefone dentro do trem ou ônibus.
- Praia? O que é isso mesmo? Praia para mim é Biergarten.
- E por fim.... já tô achando que salsicha não é tão ruim assim....
Jesus, tô ficando velha ou tô virando alemã? Talvez os dois!
Beijos! Tô voltando!
Vi
acho que estou virando alemã demais.... minha ficha caiu nesse último final de semana, quando assei para o café da manhã esse delício bolo de maçã. Como vocês podem ver pela foto, ficou uma delícia.... comemos tudinho.... mas sem dúvida, em SP, eu jamais levantaria de manhã e iria assar um bolo!
Mas não é só isso, alguns outros sinais que me entregam como uma típica alemã:
- Atendo o telefono e digo meu nome completo "Vivian Muniz"! O charmoso "Alô" não existe por aqui,
- Virei a maníaca do lixo. Separo tudo. Um simples vidro de geléia pode ir para 3 sacos de lixos diferentes! Separo os vidros por cores, plásticos de papel, etc....
- Já acostumei a chamar os colegas pelo sobrenome... nem me perguntem o nome deles, pois só sei quem são pelos sobrenomes!
- Se o trem atrasa 1 minuto, já fico irritada no ponto e reclamo como todo bom alemão. "Onde já se viu atrasar 1 minuto?!".
- No supermercado, não compro sacolas, levo minha sacola ecológica de casa. Para que juntar saquinhos em casa, sendo que nunca conseguirei usar todos eles?
- Na hora do almoço, nada de "papo pessoal" com os colegas de trabalho! Ninguém tá interessado em saber o que você fez no último final de semana.
- Aprendi a ficar quieta e calada em lugares públicos. Nada de falar alto ou no telefone dentro do trem ou ônibus.
- Praia? O que é isso mesmo? Praia para mim é Biergarten.
- E por fim.... já tô achando que salsicha não é tão ruim assim....
Jesus, tô ficando velha ou tô virando alemã? Talvez os dois!
Beijos! Tô voltando!
Vi
Feijoada com gostinho de Alemanha
Hallo Freunde!!!!
Estamos há 15 meses sem visitar nosso Brasilzão. É fogo segurar tanta saudade.... por isso mesmo, me aventurei a fazer uma feijoada "brasuca-alemã" por aqui!Bem, como não eu não tinha todos os ingredientes, tive que dar uma improvisada, mas no final ficou ótima!Como disse o Zé, de feijoada só tinha o feijão preto e o arroz..... a linguiça não é a mesma do Brasil (meio mole e branca demais pro meu gosto), a carne de porco era fresca e a couve, bem esse item foi bem dificil de achar. Encotrei um parente alemão bem distante da nossa querida couve brasileira,chamado Grünkohl, cuja tradução bem curta e grossa é: 'repolho verde'. Bom, mas como tudo aqui é chamado de repolho, nao se assustem, minha feijoada não virou chucrutes!Chamei 2 colegas brasileiras para comer com a gente e como qualquer 'brasilianidade' impressiona nessa terra de gigantes, acabei ganhando uma salva de palmas!Olhem só a foto do meu belo prato e fiquem com água na boca!Ah, e só para deixá-los com uma pontinha de inveja, iremos para Porto na Páscoa! Pode deixar que comemoremos o legítimo bacalhau na sexta-feira santa!Beijos e saudades!
Vi
Estamos há 15 meses sem visitar nosso Brasilzão. É fogo segurar tanta saudade.... por isso mesmo, me aventurei a fazer uma feijoada "brasuca-alemã" por aqui!Bem, como não eu não tinha todos os ingredientes, tive que dar uma improvisada, mas no final ficou ótima!Como disse o Zé, de feijoada só tinha o feijão preto e o arroz..... a linguiça não é a mesma do Brasil (meio mole e branca demais pro meu gosto), a carne de porco era fresca e a couve, bem esse item foi bem dificil de achar. Encotrei um parente alemão bem distante da nossa querida couve brasileira,chamado Grünkohl, cuja tradução bem curta e grossa é: 'repolho verde'. Bom, mas como tudo aqui é chamado de repolho, nao se assustem, minha feijoada não virou chucrutes!Chamei 2 colegas brasileiras para comer com a gente e como qualquer 'brasilianidade' impressiona nessa terra de gigantes, acabei ganhando uma salva de palmas!Olhem só a foto do meu belo prato e fiquem com água na boca!Ah, e só para deixá-los com uma pontinha de inveja, iremos para Porto na Páscoa! Pode deixar que comemoremos o legítimo bacalhau na sexta-feira santa!Beijos e saudades!
Vi
Nachrichten aus Deutschland (Notícias da Alemanha)
Quanto tempo faz que nao escrevo! Acho que perdi um pouco da prática, pois nao sei nem por onde comecar... e olha que assunto é o que nao falta!
Vou comecar pelo natal e reveillon: recebemos as ilustres visitas da Lu, Luiza e Leninha. Elas ficaram conosco por 2 semanas e fizemos muita coisa: esquiamos em Garmisch (a “Campos do Jordao” da Alemanha – voces acham que passamos frio lá? Vejam a foto acima), visitamos o castelo de Neuschwanstein (aquele que a Disney se inspirou para construir o castelo da Cinderela), demos uma passeadinha pela Austria, passamos o reveillon em Paris e ainda visitamos a Euro-Disney. Ufa! Antes da minha entrada na KPMG eu já havia negociado essas férias, o que foi ótimo. Acreditem se quiser: apesar de eu ter ficado 1 ano sem trabalhar, eu já estava precisando de férias!
Após 2 semanas que elas voltaram para o Brasil, desembarcaram na gélida Frankfurt : Zé Carlos, Lazinha e Roge. Família Pires novamente reunida! Emocao geral no aeroporto, como voces podem imaginar. Infelizmente nao consegui tirar férias, mas o Zé conseguiu prolongar 2 finais de semana, e aí viajamos para Londres e Barcelona. Adorei ve-los tao desenvoltos rodando pela Europa: viajaram de carro para outras cidades alemaes, fizeram compras, encararam o cardápio alemao e turco sozinhos, etc. Até para Amsterdan, em trem alemao, eles viajaram. Valeu a experiencia: eles se comunicaram com os alemaes, holandeses, londrinos e espanhóis. Isso é que é uma família “multi-cultural”!
Depois da partida deles, ficamos novamente sozinhos e aqui estamos. Voltamos a focar totalmente no idioma e no trabalho.
Fiz um curso em Londres pela KPMG sobre Portfolio Management (o nome é mais pomposo do que o conteúdo). Foi muito legal ter viajado e conhecido a estrutura de treinamento que a KPMG tem por lá. É como uma escola. Tem cursos todos os dias. Conheci várias pessoas de outros países, mas infelizmente ninguém do Brasil ou da américa do sul. Para eles o Brasil é muito distante, acaba sendo inviável mandar um funcionário fazer um curso de 3 ou 4 dias em um outro continente. Quando eu falava que eu era brasileira, morando na Alemanha, ninguém acreditava! Me perguntavam se eu falava “brasileiro” e alemao, além do ingles que obviamente era a língua falada no curso. É engracado, mas a maioria dos ingleses só fala ingles. Alguns conhecem um pouco de frances ou espanhol, mas quase nada. É gente, aprender um novo idioma é realmente um grande Herausforderung ("desafio" em alemao). Conheco brasileiros que moram aqui há 3 ou 4 anos e decidiram nao aprender alemao, afinal de contas é possível “sobreviver” apenas com o ingles.
Sinceramente nao concordo muito com esta postura. Aprender o idioma do país é uma questao de respeito, integracao e experiencia. A língua te possibilita fazer novas amizades e te abre muitas portas. Vejam só o meu caso, eu só consegui passar nas entrevistas devido ao idioma.
Bem, agora estamos na contagem regressiva da nossa volta. Hoje é dia 24.02.2008 e faltam apenas 4 meses para o nosso retorno.
Estamos com muitas saudades do Brasil, da família, amigos..... para quem já passou por 20 meses, esses últimos 4 nao serao nada!
Beijos!
Vi
Vou comecar pelo natal e reveillon: recebemos as ilustres visitas da Lu, Luiza e Leninha. Elas ficaram conosco por 2 semanas e fizemos muita coisa: esquiamos em Garmisch (a “Campos do Jordao” da Alemanha – voces acham que passamos frio lá? Vejam a foto acima), visitamos o castelo de Neuschwanstein (aquele que a Disney se inspirou para construir o castelo da Cinderela), demos uma passeadinha pela Austria, passamos o reveillon em Paris e ainda visitamos a Euro-Disney. Ufa! Antes da minha entrada na KPMG eu já havia negociado essas férias, o que foi ótimo. Acreditem se quiser: apesar de eu ter ficado 1 ano sem trabalhar, eu já estava precisando de férias!
Após 2 semanas que elas voltaram para o Brasil, desembarcaram na gélida Frankfurt : Zé Carlos, Lazinha e Roge. Família Pires novamente reunida! Emocao geral no aeroporto, como voces podem imaginar. Infelizmente nao consegui tirar férias, mas o Zé conseguiu prolongar 2 finais de semana, e aí viajamos para Londres e Barcelona. Adorei ve-los tao desenvoltos rodando pela Europa: viajaram de carro para outras cidades alemaes, fizeram compras, encararam o cardápio alemao e turco sozinhos, etc. Até para Amsterdan, em trem alemao, eles viajaram. Valeu a experiencia: eles se comunicaram com os alemaes, holandeses, londrinos e espanhóis. Isso é que é uma família “multi-cultural”!
Depois da partida deles, ficamos novamente sozinhos e aqui estamos. Voltamos a focar totalmente no idioma e no trabalho.
Fiz um curso em Londres pela KPMG sobre Portfolio Management (o nome é mais pomposo do que o conteúdo). Foi muito legal ter viajado e conhecido a estrutura de treinamento que a KPMG tem por lá. É como uma escola. Tem cursos todos os dias. Conheci várias pessoas de outros países, mas infelizmente ninguém do Brasil ou da américa do sul. Para eles o Brasil é muito distante, acaba sendo inviável mandar um funcionário fazer um curso de 3 ou 4 dias em um outro continente. Quando eu falava que eu era brasileira, morando na Alemanha, ninguém acreditava! Me perguntavam se eu falava “brasileiro” e alemao, além do ingles que obviamente era a língua falada no curso. É engracado, mas a maioria dos ingleses só fala ingles. Alguns conhecem um pouco de frances ou espanhol, mas quase nada. É gente, aprender um novo idioma é realmente um grande Herausforderung ("desafio" em alemao). Conheco brasileiros que moram aqui há 3 ou 4 anos e decidiram nao aprender alemao, afinal de contas é possível “sobreviver” apenas com o ingles.
Sinceramente nao concordo muito com esta postura. Aprender o idioma do país é uma questao de respeito, integracao e experiencia. A língua te possibilita fazer novas amizades e te abre muitas portas. Vejam só o meu caso, eu só consegui passar nas entrevistas devido ao idioma.
Bem, agora estamos na contagem regressiva da nossa volta. Hoje é dia 24.02.2008 e faltam apenas 4 meses para o nosso retorno.
Estamos com muitas saudades do Brasil, da família, amigos..... para quem já passou por 20 meses, esses últimos 4 nao serao nada!
Beijos!
Vi
Texto para Miguel
Meu querido afilhado,
Faz um pouco mais de 48 horas que voce apareceu nas nossas vidas, com um ar tao docil e ingenuo, como uma bolinha branquinha, fofinha de bochechas rosadas. Me pergunto como é possível, um ser tao pequenino, mexer tanto na vida de uma pessoa, ou melhor de toda uma família.
Voce no Brasil, em Santo André, eu na Alemanha, em Mannheim, ou melhor Stuttgart, pois nesse momento estou no trem, voltando do trabalho.
Sao mais de 23:20hs do dia 20.12.2007, o Dindo me espera na estacao de trem de Mannheim. Essa foi uma semana difícil para mim. Passei por várias situacoes difíceis no trabalho. Minha primeira apresentacao em alemao ocorreu hoje, em um hotel em Stuttgart, em uma sala com cerca de 40 pessoas. Nao foi fácil. Estou exausta. Volto agora no trem, praticamente estirada entre 2 poltronas.
Nem todas essas dificuldades me fizeram parar de pensar em voce em um só instante. Fico imaginando quem estaria te visitando na maternidade, como foi a primeira mamada, o primeiro banho... será que voce precisou tomar banho de luz como o Titó e o Chico?
Nossa, que vontade de te segurar nesse momento... queria te ter por perto, nem que fosse por pouco tempo... alguns minutos já bastariam..... mas nao, isso nao será possível.
Nao é só o Oceano Atlantico que nos separa. É tudo: dinheiro, responsabilidade, compromisso, futuro, trabalho, consequencias, lealdade, enfim é a VIDA.
Nosso encontro vai ter que esperar.
Esperar a vida.
Viver.
Amar.
Faz um pouco mais de 48 horas que voce apareceu nas nossas vidas, com um ar tao docil e ingenuo, como uma bolinha branquinha, fofinha de bochechas rosadas. Me pergunto como é possível, um ser tao pequenino, mexer tanto na vida de uma pessoa, ou melhor de toda uma família.
Voce no Brasil, em Santo André, eu na Alemanha, em Mannheim, ou melhor Stuttgart, pois nesse momento estou no trem, voltando do trabalho.
Sao mais de 23:20hs do dia 20.12.2007, o Dindo me espera na estacao de trem de Mannheim. Essa foi uma semana difícil para mim. Passei por várias situacoes difíceis no trabalho. Minha primeira apresentacao em alemao ocorreu hoje, em um hotel em Stuttgart, em uma sala com cerca de 40 pessoas. Nao foi fácil. Estou exausta. Volto agora no trem, praticamente estirada entre 2 poltronas.
Nem todas essas dificuldades me fizeram parar de pensar em voce em um só instante. Fico imaginando quem estaria te visitando na maternidade, como foi a primeira mamada, o primeiro banho... será que voce precisou tomar banho de luz como o Titó e o Chico?
Nossa, que vontade de te segurar nesse momento... queria te ter por perto, nem que fosse por pouco tempo... alguns minutos já bastariam..... mas nao, isso nao será possível.
Nao é só o Oceano Atlantico que nos separa. É tudo: dinheiro, responsabilidade, compromisso, futuro, trabalho, consequencias, lealdade, enfim é a VIDA.
Nosso encontro vai ter que esperar.
Esperar a vida.
Viver.
Amar.
Trabalho na Alemanha? Aí vou eu!
Gentem...... nao é fácil voltar ao batente!
Bem, posso dizer que retomei minha vida profissional aos poucos, o que foi ótimo! Após 12 meses exatos apenas estudando alemao, consegui um trabalho como free-lancer em uma empresa de consultoria em Mannheim. Eles precisavam de alguém para remodelar o novo website da empresa e aí toparam que eu trabalhasse meio período por dia, já que no período da manha eu continuava com minhas aulas na Universidade. Fiquei nessa empresa de agosto até esta semana (final de novembro). Foram ótimos estes 4 meses: pude conhecer como é trabalhar em uma empresa pequena e tradicionalíssima alema. Para voces terem uma idéia, ninguém era tratado pelo nome lá. Cada um tinha uma abreviacao. A minha era MU. Coisa louca... sinceramente nao consegui me acostumar com essa regra. Além disso, nao podíamos conversar ou falar no celular, pois atrapalhava a concentracao dos demais colegas.
Bom, mas aí, nesse mesmo período, fui chamada para uma entrevista na KPMG, uma consultoria super conhecida no mundo todo.
Só Deus sabe como eu suei.... mas após uma entrevista de 1 hora por telefone, eles me chamaram para uma entrevista em Stuttgart, sendo que eles pagavam as despesas da viagem. Desacreditei! Achei que nao era comigo.... que eles tinham errado de e-mail.... afinal de contas, nao é fácil conseguir emprego em um outro país, muito menos que se fala alemao!!!!!
Bem, fiz a entrevista com o gerente da área de IT, com a gerente de RH e uma prova de ingles. E eles já me deram a resposta no mesmo dia: positiva!!!!! Meu visto levou umas 4 semanas para ser aprovado pelo governo, mas no final deu tudo certo!
Comecei a trabalhar na KPMG em Stuttgart no dia 15/11. Como ainda tenho o contrato com a outra empresa em Mannheim, trabalho 3 dias por semana em Stuttgart e 2 dias em Mannheim, mas isso só até esta semana. Depois disso, trabalharei somente na KPMG.
Meu início em Stuttgart foi um pouco conturbado: no primeiro dia teve greve de trens e muita neve. Seguindo a sugestão do meu super-fashion marido, fui toda arrumadinha no meu primeiro dia, com sapatinho de salto e bico fino. Porém, com toda a neve que eu peguei, quase que fiquei sem sapato.... mas tudo bem, no final deu tudo certo! A empresa tem um clima ótimo, bem mais tranquilo do que a outra. Meus colegas também sao ótimos! Nao nos tratamos por siglas e podemos conversar a vontade!
Assim que der, escreverei novamente contando sobre mais esta experiencia!
Beijos e saudades!!!!
Bem, posso dizer que retomei minha vida profissional aos poucos, o que foi ótimo! Após 12 meses exatos apenas estudando alemao, consegui um trabalho como free-lancer em uma empresa de consultoria em Mannheim. Eles precisavam de alguém para remodelar o novo website da empresa e aí toparam que eu trabalhasse meio período por dia, já que no período da manha eu continuava com minhas aulas na Universidade. Fiquei nessa empresa de agosto até esta semana (final de novembro). Foram ótimos estes 4 meses: pude conhecer como é trabalhar em uma empresa pequena e tradicionalíssima alema. Para voces terem uma idéia, ninguém era tratado pelo nome lá. Cada um tinha uma abreviacao. A minha era MU. Coisa louca... sinceramente nao consegui me acostumar com essa regra. Além disso, nao podíamos conversar ou falar no celular, pois atrapalhava a concentracao dos demais colegas.
Bom, mas aí, nesse mesmo período, fui chamada para uma entrevista na KPMG, uma consultoria super conhecida no mundo todo.
Só Deus sabe como eu suei.... mas após uma entrevista de 1 hora por telefone, eles me chamaram para uma entrevista em Stuttgart, sendo que eles pagavam as despesas da viagem. Desacreditei! Achei que nao era comigo.... que eles tinham errado de e-mail.... afinal de contas, nao é fácil conseguir emprego em um outro país, muito menos que se fala alemao!!!!!
Bem, fiz a entrevista com o gerente da área de IT, com a gerente de RH e uma prova de ingles. E eles já me deram a resposta no mesmo dia: positiva!!!!! Meu visto levou umas 4 semanas para ser aprovado pelo governo, mas no final deu tudo certo!
Comecei a trabalhar na KPMG em Stuttgart no dia 15/11. Como ainda tenho o contrato com a outra empresa em Mannheim, trabalho 3 dias por semana em Stuttgart e 2 dias em Mannheim, mas isso só até esta semana. Depois disso, trabalharei somente na KPMG.
Meu início em Stuttgart foi um pouco conturbado: no primeiro dia teve greve de trens e muita neve. Seguindo a sugestão do meu super-fashion marido, fui toda arrumadinha no meu primeiro dia, com sapatinho de salto e bico fino. Porém, com toda a neve que eu peguei, quase que fiquei sem sapato.... mas tudo bem, no final deu tudo certo! A empresa tem um clima ótimo, bem mais tranquilo do que a outra. Meus colegas também sao ótimos! Nao nos tratamos por siglas e podemos conversar a vontade!
Assim que der, escreverei novamente contando sobre mais esta experiencia!
Beijos e saudades!!!!
Estocolmo - Stockholm
No último final de semana visitamos a cidade de Estocolmo, ou Stockholm, a capital da Suécia.Bom, para qualquer bom brasileiro visitar a Suécia é um paraíso. Como disse um colega nosso, Morales, que está passando 1 mês lá, dá para se apaixonar todos os dias! As pessoas são lindas: pele bem branquinha, olhos bem azuis e cabelo loiro muuuuuito claro.Mas, não foi por isso que achamos a cidade encantadora.... Estocolmo é formada por 14 ilhotas, formando uma paisagem incrível: canais de água, barcos, pontes grandiosas e modernas estão presentes por toda a cidade.Além disso, os castelos e palácios também dão um charme à cidade. É por isso que gostamos de Estocolmo: a cidade tem cara de moderna e ritmo de metrópole, porém ela conserva prédios históricos.A parte antiga da cidade chama-se Gamla Stan. Ela é uma ilhota super charmosa, com ruas estreitas, com paralelepípedos, casas antigas (+/- de 1820), lojinhas, restaurantes e cafés bem típicos. O palácio real fica nesta ilhota, porém a família real não mora lá. Eles moram em um outro palácio, mais afastado da cidade. O prédio da prefeitura, onde corre a festa do prêmio Nobel, é linda! Tem um salão inteiro dourado... um luxo! Visitamos também um museu que abriga um navio de guerra que afundou em 1628 e ficou no fundo do mar por mais de 300 anos.Como vocês poderão ver nas fotos, apesar de estarmos somente no outono, pegamos um super frio lá, cerca de 7 graus durante o dia. Os dias são curtos, escurece umas 16:30hs e dizem que quando o inverno chega, fica bem pior.....Mas mesmo assim, ainda sentimos vontade de perder o avião no Domingo, pois com certeza ainda teríamos muito para descobrir!
Beijos e saudades!
Vi e Zé
PS1: reparem nas cores das folhas da árvores.... é a cor do Outono aqui na Europa. Simplesmente divino!
PS2: link das fotos: http://picasaweb.google.com/jcpjusa...Mais
Beijos e saudades!
Vi e Zé
PS1: reparem nas cores das folhas da árvores.... é a cor do Outono aqui na Europa. Simplesmente divino!
PS2: link das fotos: http://picasaweb.google.com/jcpjusa...Mais
Curso de culinária...
E mais essa agora.... eu invento cada uma!
Sabe como é, trabalhar em outro país, se adaptar a uma cultura totalmente diferente e estudar um idioma que não é "grego", mas é próximo disso, não é o bastante para mim. E por isso, decidi me aventuar em um curso de culinária vegetariana alemã (seja lá o que isso for!).
A Fábia, uma colega brasuca, me ligou um dia destes e me falou que tinha se inscrito neste curso. Achei o máximo e decidi também fazer. Porém, quando liguei lá para fazer a minha matrícula, fui informada que a turma já estava lotada. Como "não" alemão é quase um "sim" para a gente (a gente dá jeitinho em tudo!), decidi aparecer no dia do curso e falar com a professora, na maior cara de pau! Bom, nem preciso dizer que ela quase pirou quando falei que eu não havia inscrição, blá, blá, blá. Nada pode estar fora do controle e planejamento deles! Ela me disse que se alguém faltasse eu poderia participar e assim fui ficando.... ninguém faltou, mas eu fiquei da mesma forma, e com o consentimento dela! É lógico: vocês acham que ela iria perder uma "cliente"?
O curso consiste em 3 sexta-feiras noturnas (das 18:30 às 21:30hs) de muita barriga no fogão, louças para lavar, provas de comidas e aprendizado, claro! Cada sexta-feira, a professora dá 6 receitas novas e cada dupla deve cozinhar uma receita. Antes ela explica e dá dicas de cada receita. Depois vamos para as bancadas e começamos a cozinhar. E no final, todos sentam juntos em uma mesa enorme e provamos tudo o que foi feito. Bem divertido!
No primeiro dia, não me saí muito bem.... o prato preparado por mim, Fábia e Maria (colega alemã que conhecemos no curso - o trio da foto acima) não ficou pronto a tempo de todos experimentarem! Mas, quem levou para casa disse que foi o melhor prato da noite!
Pelo visto, essa mistura de temperos "Brasil-Alemanha" dá certo!!!! Viva as brasileiras!
beijos e saudades!!!!
Vi
Palavras aprendidas na aula de hoje: Sprachtherapeutin (Fonoaudióloga em alemão - Ju, essa é para você!!!), Zahnärtztin (Dentista - Déia, para você!), Architektin (Arquiteta - nem preciso dizer que essa é para Cris).
Sabe como é, trabalhar em outro país, se adaptar a uma cultura totalmente diferente e estudar um idioma que não é "grego", mas é próximo disso, não é o bastante para mim. E por isso, decidi me aventuar em um curso de culinária vegetariana alemã (seja lá o que isso for!).
A Fábia, uma colega brasuca, me ligou um dia destes e me falou que tinha se inscrito neste curso. Achei o máximo e decidi também fazer. Porém, quando liguei lá para fazer a minha matrícula, fui informada que a turma já estava lotada. Como "não" alemão é quase um "sim" para a gente (a gente dá jeitinho em tudo!), decidi aparecer no dia do curso e falar com a professora, na maior cara de pau! Bom, nem preciso dizer que ela quase pirou quando falei que eu não havia inscrição, blá, blá, blá. Nada pode estar fora do controle e planejamento deles! Ela me disse que se alguém faltasse eu poderia participar e assim fui ficando.... ninguém faltou, mas eu fiquei da mesma forma, e com o consentimento dela! É lógico: vocês acham que ela iria perder uma "cliente"?
O curso consiste em 3 sexta-feiras noturnas (das 18:30 às 21:30hs) de muita barriga no fogão, louças para lavar, provas de comidas e aprendizado, claro! Cada sexta-feira, a professora dá 6 receitas novas e cada dupla deve cozinhar uma receita. Antes ela explica e dá dicas de cada receita. Depois vamos para as bancadas e começamos a cozinhar. E no final, todos sentam juntos em uma mesa enorme e provamos tudo o que foi feito. Bem divertido!
No primeiro dia, não me saí muito bem.... o prato preparado por mim, Fábia e Maria (colega alemã que conhecemos no curso - o trio da foto acima) não ficou pronto a tempo de todos experimentarem! Mas, quem levou para casa disse que foi o melhor prato da noite!
Pelo visto, essa mistura de temperos "Brasil-Alemanha" dá certo!!!! Viva as brasileiras!
beijos e saudades!!!!
Vi
Palavras aprendidas na aula de hoje: Sprachtherapeutin (Fonoaudióloga em alemão - Ju, essa é para você!!!), Zahnärtztin (Dentista - Déia, para você!), Architektin (Arquiteta - nem preciso dizer que essa é para Cris).
Visita à Champagne
No último final de semana fizemos uma viagem "très chic!". Para começar pelas companhias: Márcia, nossa colega brasileira que também mora em Mannheim, e os recém-casados Cris e Juliano (sim, conseguimos combinar com os pombinhos de nos encontrarmos na França.... chique não?!).
Visitamos 2 cidades na região da Champagne, e é claro, não perdemos a oportunidade de visitar as 2 mais famosas fabricantes de champagne: Veuve Clicquot e Moët & Chandon.
A Veuve Clicquot, ou em bom português "viúva Clicquot", fica na cidade de Reims que é uma cidade muito charmosa, como vocês poderão ver nas nossas fotos já publicadas (http://picasaweb.google.com/jcpjusa). Essa vinícula foi fundada em 1772 e foi marcada por ter uma mulher à frente dos negócios da Casa Clicquot. Virou sucesso absoluto e hoje ela é conhecida como "a grande dama da Champagne". Após a visita das caves, que por sinal são cerca de 24 km de extensão, fomos para a degustação. E que degustação: canapés chiquérrimos regados à uma farta taça de Champagne!
Já a Moët & Chandon, fundada em 1743, fica na cidade de Epernay, bem próxima à Reims. Sua cave tem cerca de 27 quilometros de extensão. No final da visita, mais uma degustação de champagne!
Toda a região é muito bonita. A paisagem é fantástica, ainda mais no outono, quando as árvores já estão meio amarelas e vermelhas.
Valeu muito ter ido! Gostaria de deixar aqui meu agradecimento público para a Cris e Juliano que nos deram a honra deste encontro! Sejam muito felizes!
Beijos e saudades!
Vi...
Visitamos 2 cidades na região da Champagne, e é claro, não perdemos a oportunidade de visitar as 2 mais famosas fabricantes de champagne: Veuve Clicquot e Moët & Chandon.
A Veuve Clicquot, ou em bom português "viúva Clicquot", fica na cidade de Reims que é uma cidade muito charmosa, como vocês poderão ver nas nossas fotos já publicadas (http://picasaweb.google.com/jcpjusa). Essa vinícula foi fundada em 1772 e foi marcada por ter uma mulher à frente dos negócios da Casa Clicquot. Virou sucesso absoluto e hoje ela é conhecida como "a grande dama da Champagne". Após a visita das caves, que por sinal são cerca de 24 km de extensão, fomos para a degustação. E que degustação: canapés chiquérrimos regados à uma farta taça de Champagne!
Já a Moët & Chandon, fundada em 1743, fica na cidade de Epernay, bem próxima à Reims. Sua cave tem cerca de 27 quilometros de extensão. No final da visita, mais uma degustação de champagne!
Toda a região é muito bonita. A paisagem é fantástica, ainda mais no outono, quando as árvores já estão meio amarelas e vermelhas.
Valeu muito ter ido! Gostaria de deixar aqui meu agradecimento público para a Cris e Juliano que nos deram a honra deste encontro! Sejam muito felizes!
Beijos e saudades!
Vi...
Crônica sobre a Alemanha
A Ana, uma colega brasileira que mora aqui, nos enviou essa crônica e achei perfeita! Ela descreve algumas características típicas alemãs, que aos olhos dos brasileiros, nos parecem coisas de "outro planeta". Lá vai:
Alemães, uma gente muito estranha - Edison Piazza (Piracicaba - 18.07.2007)
"Após 40 dias cruzando este país de norte a sul e de leste a oeste, temos uma constatação a fazer: os alemães são hoje, um povo muito estranho. Listamos a seguir atitudes escandalosas e irresponsáveis que eles adotam. Não queremos gente assim no Rio de Janeiro e São Paulo, para atrapalhar o nosso cotidiano animado de paz e harmonia: - Os metrôs daqui da Alemanha não têm catraca, o povo compra o bilhete, mas não tem ninguém a quem mostrar esse bilhete; - As bicicletas ficam soltas nas ruas, com cadeado, mas sem estarem amarradas a nada. E eles ainda desperdiçam um monte de espaço com ciclovias e nem deixam os pedestres andarem nelas, como acontece nas nossas; - Incrível: os bobos dos alemães param nos sinais vermelhos a qualquer hora, mesmo de madrugada, quando não há qualquer chance de um carro passar no sentido contrário; - Os pedestres, não atravessam de jeito nenhum, uma rua enquanto o sinal para eles não ficar verde, mesmo que não venha nenhum único carro; eles ficam ali perdendo tempo, esperando abrir o sinal; - Não há limite de velocidade nas estradas (apenas uma recomendação para não ultrapassar 130 km/h, nunca seguida); - Nas estradas, todos os carros andam nas pistas da direita e as pistas da esquerda ficam vazias para os carros mais velozes, um contra-senso de desperdício; - O governo que essa gente estranha elege, não cobra pedágio nessas estradas esquisitas. E eles estão sempre fazendo obras, modernizando mais ainda as rodovias, não se sabe para quê, nem com que dinheiro; - A periferia das grandes cidades, desperdiça todas as áreas com campos verdes e florestas, ao invés de deixar pessoas usarem de forma mais racional os espaços, com favelas, lixões, por exemplo; - Os caras fabricam uns carrões, tipo BMW, Mercedes, Audi e VW, e nem blindam. E ainda deixam nas ruas à noite. Tem um monte de maluco que, além disso, ainda tem coragem de andar de carro conversível. Certamente eles têm o hábito de andar com revólver no porta-luvas para se defender; - Essa é incrível: os caixas automáticos dos bancos ficam nas ruas, em plena calçada! E não tem ninguém tomando conta. E ainda funcionam a noite inteira. Não falo alemão, mas aposto que os jornais estão cheios de notícias sobre assaltos nesses caixas automáticos; - As calçadas têm espaços livres que são desperdiçados com pessoas ao invés de deixar o elemento mais importante de uma cidade – os carros - tomarem conta. E aí, para resolver esse contra-senso, os alemães constroem um monte de garagens subterrâneas. - Em engarrafamentos, eles desperdiçam aquela pistona do acostamento e não ultrapassam ninguém por ali. Se fossem mais espertos, teriam um trânsito mais legal, como o nosso, que ultrapassa por qualquer lado, até pelo acostamento. - Or Jornais do dia ficam empilhados e tem uma caixinha do lado onde você coloca uma moeda e leva um jornal, e não tem ninguém ali para cobrar; mas o gozado é que são tão bobos, porque ninguém leva um jornal sem pagar; Ainda bem que a Copa acabou e estamos voltando para a nossa civilização. Depois dessa só me resta desejar um bom dia prá você..."
Alemães, uma gente muito estranha - Edison Piazza (Piracicaba - 18.07.2007)
"Após 40 dias cruzando este país de norte a sul e de leste a oeste, temos uma constatação a fazer: os alemães são hoje, um povo muito estranho. Listamos a seguir atitudes escandalosas e irresponsáveis que eles adotam. Não queremos gente assim no Rio de Janeiro e São Paulo, para atrapalhar o nosso cotidiano animado de paz e harmonia: - Os metrôs daqui da Alemanha não têm catraca, o povo compra o bilhete, mas não tem ninguém a quem mostrar esse bilhete; - As bicicletas ficam soltas nas ruas, com cadeado, mas sem estarem amarradas a nada. E eles ainda desperdiçam um monte de espaço com ciclovias e nem deixam os pedestres andarem nelas, como acontece nas nossas; - Incrível: os bobos dos alemães param nos sinais vermelhos a qualquer hora, mesmo de madrugada, quando não há qualquer chance de um carro passar no sentido contrário; - Os pedestres, não atravessam de jeito nenhum, uma rua enquanto o sinal para eles não ficar verde, mesmo que não venha nenhum único carro; eles ficam ali perdendo tempo, esperando abrir o sinal; - Não há limite de velocidade nas estradas (apenas uma recomendação para não ultrapassar 130 km/h, nunca seguida); - Nas estradas, todos os carros andam nas pistas da direita e as pistas da esquerda ficam vazias para os carros mais velozes, um contra-senso de desperdício; - O governo que essa gente estranha elege, não cobra pedágio nessas estradas esquisitas. E eles estão sempre fazendo obras, modernizando mais ainda as rodovias, não se sabe para quê, nem com que dinheiro; - A periferia das grandes cidades, desperdiça todas as áreas com campos verdes e florestas, ao invés de deixar pessoas usarem de forma mais racional os espaços, com favelas, lixões, por exemplo; - Os caras fabricam uns carrões, tipo BMW, Mercedes, Audi e VW, e nem blindam. E ainda deixam nas ruas à noite. Tem um monte de maluco que, além disso, ainda tem coragem de andar de carro conversível. Certamente eles têm o hábito de andar com revólver no porta-luvas para se defender; - Essa é incrível: os caixas automáticos dos bancos ficam nas ruas, em plena calçada! E não tem ninguém tomando conta. E ainda funcionam a noite inteira. Não falo alemão, mas aposto que os jornais estão cheios de notícias sobre assaltos nesses caixas automáticos; - As calçadas têm espaços livres que são desperdiçados com pessoas ao invés de deixar o elemento mais importante de uma cidade – os carros - tomarem conta. E aí, para resolver esse contra-senso, os alemães constroem um monte de garagens subterrâneas. - Em engarrafamentos, eles desperdiçam aquela pistona do acostamento e não ultrapassam ninguém por ali. Se fossem mais espertos, teriam um trânsito mais legal, como o nosso, que ultrapassa por qualquer lado, até pelo acostamento. - Or Jornais do dia ficam empilhados e tem uma caixinha do lado onde você coloca uma moeda e leva um jornal, e não tem ninguém ali para cobrar; mas o gozado é que são tão bobos, porque ninguém leva um jornal sem pagar; Ainda bem que a Copa acabou e estamos voltando para a nossa civilização. Depois dessa só me resta desejar um bom dia prá você..."
Oktoberfest - ir ou não ir?
Pode parecer meio esnobe da nossa parte, mas não estávamos muito animados para visitar a Oktoberfest. Nossos amigos alemães falaram: "a cerveja é cara, a cidade fica lotada, só tem gente bêbada e a paquera rola solta". Havíamos decidido não ir: "Já conhecemos este tipo de festa no Brasil… O que pode ser mais louco do que o carnaval?"
Porém, encontramos com uma colega brasileira, a Márcia, e ela nos disse: "Como è que vocês morando na Alemanna não vão visitar a Oktoberfest? Não é questão de gostar ou não, tem que ir !
Pois bem, fomos! E agora podemos dizer: quais dos dois lados estavam certos? Os 2 !
A Oktoberfest é realmente uma loucura, mas è uma experiência única, por vários motivos. Vamos lá:
1) É incrível vê-los vestidos com as roupas tradicionais da Bavária. Para os homens: calça ou bermuda de couro, suspensório e camisa branca. Para as mulheres: vestidos com um corpete branco e manga bufante, grande decote (os peitos são um símbolo da Oktoberfest), saia longa florida e um enorme avental por cima. Isso não è fantasia! È roupa de festa!!!! E é super cara: um vestido não sai por menos de 300 euros.
2) Foi uma das únicas vezes que pudemos presenciar os alemães "soltando a franga", cantando, dançando, subindo nos bancos, paquerando, beijando, comendo frango com a mão, tomando muita, mas muita cerveja.
3) A festa nos lembrou um grande baile de carnaval, porém com a organização alemã. Não vimos uma caneca de cerveja (que è de vidro) quebrada, uma briga, um prato de comida caído no chão. Até mesmo os banheiros estavam super em ordem! E isso porque em cada tenda cabem até 10 mil pessoas. Como eles conseguem?!!!!
4) Uma das coisas que mais nos impressionou é que a festa é para todas as idades. Assim como vocês poderão ver nas fotos, todo mundo vai para as tendas beber sua Mass, tenha a idade que tiver ! Vimos pessoas de idade, crianças, jovens, adultos com crianças pequenas.
5) Descobrimos que os alemães devem tomar cerveja já na mamadeira. O "tio da Bavária" que sentou na nossa mesa, nos disse que chega a tomar 6 Mass em 1 dia!!!! O Zé tomou 3 e saiu de lá bem torto….
Um pouquinho da História:
A festa acontece em uma grande praça chamada Theresienwiese. A Therese casou-se com o Kaiser da Bavária, Ludwig I, em 12.10.1810 neste mesmo local. A festa durou vários dias e somente no último dia rolou o casório (será que ele estava na dúvida?). Como a festa foi um grande sucesso, o rei decidiu que todos os anos haveria uma festa como essa. Em 1811 ocorreu a primeira festa. Em 1818 construíram o grande Carrossel e em 1896 foi construída a primeira "tenda do cervejeiro". Depois disso, virou tradição! Embora chame-se "Oktoberfest", a festa começa no último final de semana de setembro e termina no primeiro final de semana de Outubro.
Conclusão:
Os alemães tinham razao: realmente a cerveja é cara (1 Mass = 8 euros!), é difícil de achar um hotel bom e barato, a cidade fica lotada….
Mas, a brasuca Marcia estava certíssima: a Oktoberfest é algo imperdível!!!! Uma grande experiência!!!!
Viva a festa da cerveja!
Porém, encontramos com uma colega brasileira, a Márcia, e ela nos disse: "Como è que vocês morando na Alemanna não vão visitar a Oktoberfest? Não é questão de gostar ou não, tem que ir !
Pois bem, fomos! E agora podemos dizer: quais dos dois lados estavam certos? Os 2 !
A Oktoberfest é realmente uma loucura, mas è uma experiência única, por vários motivos. Vamos lá:
1) É incrível vê-los vestidos com as roupas tradicionais da Bavária. Para os homens: calça ou bermuda de couro, suspensório e camisa branca. Para as mulheres: vestidos com um corpete branco e manga bufante, grande decote (os peitos são um símbolo da Oktoberfest), saia longa florida e um enorme avental por cima. Isso não è fantasia! È roupa de festa!!!! E é super cara: um vestido não sai por menos de 300 euros.
2) Foi uma das únicas vezes que pudemos presenciar os alemães "soltando a franga", cantando, dançando, subindo nos bancos, paquerando, beijando, comendo frango com a mão, tomando muita, mas muita cerveja.
3) A festa nos lembrou um grande baile de carnaval, porém com a organização alemã. Não vimos uma caneca de cerveja (que è de vidro) quebrada, uma briga, um prato de comida caído no chão. Até mesmo os banheiros estavam super em ordem! E isso porque em cada tenda cabem até 10 mil pessoas. Como eles conseguem?!!!!
4) Uma das coisas que mais nos impressionou é que a festa é para todas as idades. Assim como vocês poderão ver nas fotos, todo mundo vai para as tendas beber sua Mass, tenha a idade que tiver ! Vimos pessoas de idade, crianças, jovens, adultos com crianças pequenas.
5) Descobrimos que os alemães devem tomar cerveja já na mamadeira. O "tio da Bavária" que sentou na nossa mesa, nos disse que chega a tomar 6 Mass em 1 dia!!!! O Zé tomou 3 e saiu de lá bem torto….
Um pouquinho da História:
A festa acontece em uma grande praça chamada Theresienwiese. A Therese casou-se com o Kaiser da Bavária, Ludwig I, em 12.10.1810 neste mesmo local. A festa durou vários dias e somente no último dia rolou o casório (será que ele estava na dúvida?). Como a festa foi um grande sucesso, o rei decidiu que todos os anos haveria uma festa como essa. Em 1811 ocorreu a primeira festa. Em 1818 construíram o grande Carrossel e em 1896 foi construída a primeira "tenda do cervejeiro". Depois disso, virou tradição! Embora chame-se "Oktoberfest", a festa começa no último final de semana de setembro e termina no primeiro final de semana de Outubro.
Conclusão:
Os alemães tinham razao: realmente a cerveja é cara (1 Mass = 8 euros!), é difícil de achar um hotel bom e barato, a cidade fica lotada….
Mas, a brasuca Marcia estava certíssima: a Oktoberfest é algo imperdível!!!! Uma grande experiência!!!!
Viva a festa da cerveja!
Tem brasileiro na área
Oi Pessoal,
hoje ao acordar, fui para a janela dar uma olhada no Outono que chegou de vez por aqui.
Porém, desta vez, o que me surpreendeu não foi a névoa, o frio ou aquantidade de folhas já amarelas caindo das árvores. Na sacada do prédio da frente, encontro uma bandeira do Brasil esticada no varal!
Meu Deus! Será que é uma miragem??? Não, não é, tirei até foto para comprovar!
Pelo visto tem mais um "Brasuca" na área. Quem sabe nos encontramos na "Bäckerei" do bairro ou no "Strassenbahn"....
Beijos e saudades!
Vi
Palavra aprendida na última aula de alemão: Armenviertel (favela), Schlamm (lama), wieder verwertbar Materialen (materiais reciclados).
hoje ao acordar, fui para a janela dar uma olhada no Outono que chegou de vez por aqui.
Porém, desta vez, o que me surpreendeu não foi a névoa, o frio ou aquantidade de folhas já amarelas caindo das árvores. Na sacada do prédio da frente, encontro uma bandeira do Brasil esticada no varal!
Meu Deus! Será que é uma miragem??? Não, não é, tirei até foto para comprovar!
Pelo visto tem mais um "Brasuca" na área. Quem sabe nos encontramos na "Bäckerei" do bairro ou no "Strassenbahn"....
Beijos e saudades!
Vi
Palavra aprendida na última aula de alemão: Armenviertel (favela), Schlamm (lama), wieder verwertbar Materialen (materiais reciclados).
O número 1 do mundo no supermercado
Encontramos esse cara aí no supermercado em Zürich. Reconhecem?
Sim, ele mesmo, Roger Federer. Acho que ele dispensa apresentações, mas vamos a elas: tenista profissional, número 1 no ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e considerado por muitos o maior tenista de todos os tempos. Estava lá, em carne e osso, fazendo compras com a namorada. Às vezes é até difícil acreditar que pessoas como ele existem. Nós as vemos na TV disputando jogos, atuando em filmes, tocando em mega-shows. Mas quando o cara está na nossa frente, ficamos sem saber o que dizer... Ele foi simpatissíssimo, distribuiu autógrafos para todos e eu, claro, peguei o nosso. O que eu disse pra ele? Nada mais que obrigado, em bom alemão: "Danke schön!". Acho que foi o diálogo mais curto da minha vida, mas já valeu pra vida inteira. Ganhei mais uma história pra contar, mas o duro vai ser as pessoas acreditarem que isso realmente aconteceu... por isso tiramos a foto!
Zé
Sim, ele mesmo, Roger Federer. Acho que ele dispensa apresentações, mas vamos a elas: tenista profissional, número 1 no ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e considerado por muitos o maior tenista de todos os tempos. Estava lá, em carne e osso, fazendo compras com a namorada. Às vezes é até difícil acreditar que pessoas como ele existem. Nós as vemos na TV disputando jogos, atuando em filmes, tocando em mega-shows. Mas quando o cara está na nossa frente, ficamos sem saber o que dizer... Ele foi simpatissíssimo, distribuiu autógrafos para todos e eu, claro, peguei o nosso. O que eu disse pra ele? Nada mais que obrigado, em bom alemão: "Danke schön!". Acho que foi o diálogo mais curto da minha vida, mas já valeu pra vida inteira. Ganhei mais uma história pra contar, mas o duro vai ser as pessoas acreditarem que isso realmente aconteceu... por isso tiramos a foto!
Zé
Uma simples 6a-feira
Hoje minha cabeça tá até doendo de tanto falar em alemão.... ai que delícia poder escrever um pouquinho no bom e velho portugues!
Comecei o dia com aula particular de alemão. Minha Lehrerin (professora) me dá aulas aqui em casa. Um luxo! Depois que terminamos a aula, um colega meu da Uni me ligou e me chamou para almoçar. Saí correndo de casa, peguei minha super Ceci e fui direto me encontrar com ele na frente da Hauptbahnhof (estação principal de trem). Fomos almoçar no restaurante vegetariano Heller's que eu adoro (como lá pelo menos 1 vez por semana).
Saí do restaurante e fui correndo pro trabalho, já 10 minutos atrasada! Encontrei meus colegas de "Zimmer" (sala) que tinham passado a semana toda fora, em clientes. Falei que senti saudades deles e eles me olharam como se eu fosse um monstro carente e sentimental.... coisas de alemão.... mesmo assim, eu falo e ainda dou meu sorrisinho maroto. Eles não resistem ao charme da brasileira..... é assim mesmo, no início eles são durões, mas aos poucos vão se abrindo, e aí é só alegria.
Entrei em uma reunião com minha chefe às 18hs. Isso é hora de começar reunião? Ela é workaholic, sabe? Saímos da reunião às 19:30hs. Peguei minha bike, passei na Hauptbahnhof para comprar pão, pois era o único local aberto a esta hora (dá pra crer?). Dirigi minha bike na maior velocidade até em casa. Cheguei às 20:10hs. Super cansada! Mas ainda tinha o jantar, a mala para fazer para a viagem de Zurique, a louça pra lavar, lição de alemão para segunda..... bom, comecei com o jantar que era algo necessário: fiz sopa no pão. Delícia! Arrumei a cozinha e o Zé me ajudou. Arrumei minha mala para viajar, guardei as coisas esparramadas da casa, molhei as plantas e não tive coragem de tocar na lição de alemão. Foi muita overdose de alemão por um só dia.... E assim, passou mais um dia!
Palavras aprendidas na aula de hoje: Werteverfall (desintegração de valores), Faustrecht ("lei do mais forte"), Freiheit (liberdade), Toleranz, Rücksichtnahme (respeito). Super!!!!
Saudades!
Vi...Mais
Comecei o dia com aula particular de alemão. Minha Lehrerin (professora) me dá aulas aqui em casa. Um luxo! Depois que terminamos a aula, um colega meu da Uni me ligou e me chamou para almoçar. Saí correndo de casa, peguei minha super Ceci e fui direto me encontrar com ele na frente da Hauptbahnhof (estação principal de trem). Fomos almoçar no restaurante vegetariano Heller's que eu adoro (como lá pelo menos 1 vez por semana).
Saí do restaurante e fui correndo pro trabalho, já 10 minutos atrasada! Encontrei meus colegas de "Zimmer" (sala) que tinham passado a semana toda fora, em clientes. Falei que senti saudades deles e eles me olharam como se eu fosse um monstro carente e sentimental.... coisas de alemão.... mesmo assim, eu falo e ainda dou meu sorrisinho maroto. Eles não resistem ao charme da brasileira..... é assim mesmo, no início eles são durões, mas aos poucos vão se abrindo, e aí é só alegria.
Entrei em uma reunião com minha chefe às 18hs. Isso é hora de começar reunião? Ela é workaholic, sabe? Saímos da reunião às 19:30hs. Peguei minha bike, passei na Hauptbahnhof para comprar pão, pois era o único local aberto a esta hora (dá pra crer?). Dirigi minha bike na maior velocidade até em casa. Cheguei às 20:10hs. Super cansada! Mas ainda tinha o jantar, a mala para fazer para a viagem de Zurique, a louça pra lavar, lição de alemão para segunda..... bom, comecei com o jantar que era algo necessário: fiz sopa no pão. Delícia! Arrumei a cozinha e o Zé me ajudou. Arrumei minha mala para viajar, guardei as coisas esparramadas da casa, molhei as plantas e não tive coragem de tocar na lição de alemão. Foi muita overdose de alemão por um só dia.... E assim, passou mais um dia!
Palavras aprendidas na aula de hoje: Werteverfall (desintegração de valores), Faustrecht ("lei do mais forte"), Freiheit (liberdade), Toleranz, Rücksichtnahme (respeito). Super!!!!
Saudades!
Vi...Mais
Estariam os irmãos metralha vivendo na Alemanha?
Não somos capazes de responder a pergunta acima, mas que a Alemanha nao é mais a mesma, isso ela nao é. Na 6a fomos jantar na casa da Márcia, amiga brasileira, e do Frank, marido alemão dela. Tudo muito bacana, altos papos, queijos, vinhos e risadas. Fazia muito tempo que não ficávamos tão relaxados na casa de alguém. O papo estava tão bom que não vimos o tempo passar! Nos mandamos umas 2:30 da manhã e tivemos uma surpresa: o vidro do nosso carro quebrado e o nosso GPS roubado. Tínhamos uma relação toda especial com o GPS, que tinha até nome: Tom Tom. Ele nos acompanhou em muitos passeios e viagens por aqui e agora foi embora com outro ou outra. Eu e a Vi estamos com ciúmes. O pessoal da família que nos visitou sabe dessa relação, até haviam aceitado o Tom Tom muito bem na família. Resumindo: nos dirigimos à delegacia, fizemos o boletim de ocorrência e chegamos em casa depois das 04:00 de la matina. No dia seguinte fomos instalar um novo vidro e o cara da Carglass nos disse que éramos o 4a caso de pessoas com o vidro quebrado e com o GPS roubado só naquele dia. Isso porque era apenas 10:00 hs da manha e eles abrem às 09:00 hs. Já é a segunda vez que fomos assaltados na Europa em pouco menos de 15 meses. Parece o Brasil, né? :-)
Fim de semana agitado
O último final de semana foi um dos mais agitados dos últimos tempos. Na 6a fomos à casa da Chae Um, amiga coreana da Vi. Ela é aquela de 16 anos, que está na Alemanha para estudar piano, sabe? Pois é, fomos na casa dela pois ela ia tocar para a turma antes de se mudar para Karlsruhe, onde vai estudar. Ela tocou uns 40 minutos, com acompanhamento da Marija na flauta. Nao entendemos nada de música clássica, mas podemos dizer que foi bonito pra caramba. Elas tocaram Beethoven, Bach, Mozart. Nao fazemos a mínima idéia da diferenca de um pro outro, muito menos se elas tocaram músicas deles mesmo. Bom, mas temos que acreditar nelas, nao é mesmo? Elas iam tocar mais que os 40 minutos, mas de repente o vizinho teve um ataque e deu um urro da sacada do apartamento dele mandando a gente parar. Pensamos em convidá-lo, mas mudamos de idéia - nao tinha muita cerveja e os alemaes sao chegados numa loira gelada. Melhor garantir a nossa, certo? No sábado fomos com o Leonardo (amigo do More e agora nosso amigo também, hehe) para Frankfurt, na Museumsuferfest. É uma festa anual, normalmente em agosto, você paga 4 euros e pode visitar todos os museus da cidade durante todo o final de semana. A maioria dos museus fica na avenida à margem do rio. Eles fecham a tal avenida na 6a e armam uma festa, com várias barracas de comida e bebida, palcos com shows de música, oficinas de teatro e pintura pras criancas etc. Chegamos umas 15:00 e fomos embora depois da meia noite. Tivemos sorte e pegamos um show de uma banda chamada Hotel Bossa Nova. Sao 3 músicos germânicos e uma vocalista portuguesa, tocando obviamente rock, quer dizer, bossa nova. Os caras mandaram muito bem, mas o melhor foi ouvir música brasileira cantada com o sotaquinho luso da patrícia. No domingo fomos para a Weinstrasse, a estrada do vinho alema. Uma vez por ano eles fecham essa estrada, que comeca na Alemanha e vai até a Franca, permitindo a circulacao apenas de ciclistas, pedestres ou pessoas com patins. É o segundo ano que visitamos essa festa, provavelmente vocês já viram as fotos do ano passado, certo? Bom, a Weinstrasse tem mais de 100 km de estrada que vao beirando as vinhas e cortando pequenas vilas alemas. A grande maioria das pessoas que vivem nessas vilas trabalham com a producao e venda de vinho, portanto esse é o evento mais importante do ano pra eles. Fomos de trem levando nossas magrelas, chegamos em Neustadt e pedalamos nao mais de 10 km até Deidesheim. Lá visitamos uma vinícola, fizemos uma degustacao e aproveitamos pra comer alguma coisa. Depois nao conseguimos pedalar mais, é claro. Só nos restou empurrar a bicicleta pra estacao de trem e voltar pra casa. Em breve publicamos as fotos!
As férias acabaram... com muitas novidades!
Oi Pessoal!!!!
Estamos de volta à Alemanha!!!! Nem preciso dizer que nossas férias foram "wunderschöne", ou em bom português: maravilhosas! Isso está comprovado na foto acima, com nossas carinhas alegres e sorridentes.
Tirei quase 1.000 fotos nas últimas 3 semanas. Conhecemos lugares lindos e tentei registrá-los ao máximo. É lógico que não será possível publicar todas as fotos neste blog, mesmo porque o "Yahoo!" iria reclamar, mas podem deixar que faremos a seleção das melhores.
Tenho uma outra ótima novidade para contar: começarei a trabalhar no dia 06/08! Após 2 entrevistas 100% em alemão, 2 conversas sofridas por telefone e umas noites mal dormidas devido a ansiedade de poder voltar a "ativa", finalmente hoje a tarde obtive a resposta positiva! Na verdade, a empresa já havia me dado um "Jawohl!" ("Sim!"), mas faltava resolver a parte legal: como eu poderia trabalhar se meu visto não é de trabalho? É lógico que o governo alemão não aliviou para o meu lado, por eles eu continuaria na minha vida doméstica, porém a empresa arrumou uma outra forma: eles possuem uma filial na Suíça e como as regras por lá são diferentes, serei consultora terceira pela Suíça. Um luxo, não é mesmo? Trabalhando na Alemanha, por uma empresa Suíça. Como diria meu marido: "que fase!"
Torçam por mim!
Beijos e saudades!
Vi
Estamos de volta à Alemanha!!!! Nem preciso dizer que nossas férias foram "wunderschöne", ou em bom português: maravilhosas! Isso está comprovado na foto acima, com nossas carinhas alegres e sorridentes.
Tirei quase 1.000 fotos nas últimas 3 semanas. Conhecemos lugares lindos e tentei registrá-los ao máximo. É lógico que não será possível publicar todas as fotos neste blog, mesmo porque o "Yahoo!" iria reclamar, mas podem deixar que faremos a seleção das melhores.
Tenho uma outra ótima novidade para contar: começarei a trabalhar no dia 06/08! Após 2 entrevistas 100% em alemão, 2 conversas sofridas por telefone e umas noites mal dormidas devido a ansiedade de poder voltar a "ativa", finalmente hoje a tarde obtive a resposta positiva! Na verdade, a empresa já havia me dado um "Jawohl!" ("Sim!"), mas faltava resolver a parte legal: como eu poderia trabalhar se meu visto não é de trabalho? É lógico que o governo alemão não aliviou para o meu lado, por eles eu continuaria na minha vida doméstica, porém a empresa arrumou uma outra forma: eles possuem uma filial na Suíça e como as regras por lá são diferentes, serei consultora terceira pela Suíça. Um luxo, não é mesmo? Trabalhando na Alemanha, por uma empresa Suíça. Como diria meu marido: "que fase!"
Torçam por mim!
Beijos e saudades!
Vi
Férias!!!!!!!!!!!
Férias, finalmente !!!! Iupiiiiii !!!!!!!!
Para quem está no Brasil, acompanhanado minha vida à distância, "férias" pode soar um pouco estranho, afinal de contas não estou trabalhando e já pude viajar muito nestes quase 12 meses de vida na Alemanha. Já ouvi várias vezes que aqui "estou de férias". Mas, não é bem assim. Tenho uma rotina, assim como eu tinha no Brasil. Inclusive, é isso que me ajuda a tocar meu dia-a-dia, sem enlouquecer por não estar trabalhando. Vou para a Universidade todos os dias, de bike (ou Fahrrad como é chamada em alemão). Estudo das 8:30 às 12:30hs, sem faltar nenhum dia (juro!). Saio da aula com um milhão de textos para ler, pesquisas, tarefas (Hausaufgabe.... ai que tristeza!!!!). Muitas vezes, almoço com o pessoal da classe, vamos para a biblioteca, e estudamos juntos. Outras vezes, volto para casa e fico estudando sozinha. Levo o estudo do idioma como se fosse meu trabalho. Sem contar que aqui não tenho uma "Hausangestellte" (faxineira). Quem limpa todo o apê, sou eu mesma! Isso tudo fora os serviços aleatórios que meu querido marido delega para mim: resolver problemas com carro ou com a casa, providenciar documentações, banco, supermercado, correio, etc... Ufa!
É por isso mesmo que estou super empolgada com nossas férias, que por sinal, começam hoje. Minhas queridas irmãs Déa e Cris estão por aqui e viajaremos para Berlin, Praga, Viena e Istambul. Serão 2 semanas de muita diversão!
Tem coisa melhor do que sair de férias, com as irmãs que eu não via desde Janeiro deste ano e ainda viajar pela Europa? É, pensando bem... êta vida boa!
Sobre praticamente o mesmo assunto, sugiro a leitura de um post no blog Síndrome de Estocolmo. Vai lá: http://www.sindromedeestocolmo.com/archives/2007/07/troll_da_amazonia.html
Beijos e saudades!
Vi
Para quem está no Brasil, acompanhanado minha vida à distância, "férias" pode soar um pouco estranho, afinal de contas não estou trabalhando e já pude viajar muito nestes quase 12 meses de vida na Alemanha. Já ouvi várias vezes que aqui "estou de férias". Mas, não é bem assim. Tenho uma rotina, assim como eu tinha no Brasil. Inclusive, é isso que me ajuda a tocar meu dia-a-dia, sem enlouquecer por não estar trabalhando. Vou para a Universidade todos os dias, de bike (ou Fahrrad como é chamada em alemão). Estudo das 8:30 às 12:30hs, sem faltar nenhum dia (juro!). Saio da aula com um milhão de textos para ler, pesquisas, tarefas (Hausaufgabe.... ai que tristeza!!!!). Muitas vezes, almoço com o pessoal da classe, vamos para a biblioteca, e estudamos juntos. Outras vezes, volto para casa e fico estudando sozinha. Levo o estudo do idioma como se fosse meu trabalho. Sem contar que aqui não tenho uma "Hausangestellte" (faxineira). Quem limpa todo o apê, sou eu mesma! Isso tudo fora os serviços aleatórios que meu querido marido delega para mim: resolver problemas com carro ou com a casa, providenciar documentações, banco, supermercado, correio, etc... Ufa!
É por isso mesmo que estou super empolgada com nossas férias, que por sinal, começam hoje. Minhas queridas irmãs Déa e Cris estão por aqui e viajaremos para Berlin, Praga, Viena e Istambul. Serão 2 semanas de muita diversão!
Tem coisa melhor do que sair de férias, com as irmãs que eu não via desde Janeiro deste ano e ainda viajar pela Europa? É, pensando bem... êta vida boa!
Sobre praticamente o mesmo assunto, sugiro a leitura de um post no blog Síndrome de Estocolmo. Vai lá: http://www.sindromedeestocolmo.com/archives/2007/07/troll_da_amazonia.html
Beijos e saudades!
Vi
Final de semana para lá de brasileiro
Hallo meinen Lieben!!!!
Este último final de semana foi tão bacana que vale a pena ser "blogado".
Começamos na sexta-feira à noite no maravilhoso "National Theater de Mannheim". Na semana passada ocorreu o "14. internationale Schillertage", um festival de teatro em homenagem a Friedrich Schiller, autor alemão contemporâneo do Goethe. É lógico que seria impossível, para nós - míseros tupiniquins tentando aprender o idioma - entender uma peça de Schiller! Acho que isso é apenas para quem já alcançou o nível "Avançado Superior Plus "! Mas, demos uma sorte e tanto: o Grupo Oficina, do Zé Celso, foi convidado para fazer 3 apresentações, e aí é lógico que corremos para a fila dos ingressos. Fiquei imaginando como seria para os alemães assistirem uma peça em português... (ou será que os atores fariam um cursinho básico de alemão no Goethe Institut?). Por incrível que pareça, a peça foi inteiramente legendada. Haviam telões espalhados por todo o teatro e super-hiper sincronizados com as falas dos atores - eficiente trabalho alemão! A peça foi super alternativa, mas muito interessante. Durou a bagatela de 5 horas, sendo que eles fizeram uma "pipi-pausa" de 30 minutos. Teve alemão que não aguentou e saiu no meio..... lógico! Mas no geral, a Alemanzada aceitou bem o espetáculo, que seguiu bem o padrão do Zé Celso (quem já assistiu peça dele sabe do que estou falando...). Achei o máximo quando o ator principal pegou um cara da platéia para ajudar o "bando de traficantes que fugia da polícia". Ele primeiro pegou um cara da platéia e quando eles viram que esse era brasileiro, eles falaram "ah, não, brasileiro não tem graça, tem que ser alemão!". Hahaha! Claro, já estamos acostumados com o lance da violência, mas vocês imaginam como foi para um alemão segurar uma arma na mão, se fingir de bandido, sair atirando, gritando e correndo pelo palco? O cara tremia tanto.... incrível.... acho que ele não gostou, pois na pausa ele se mandou! Enfim, valeu a pena!
Já no sábado a noite, fomos a uma festa de São João! Pode ser loucura, mas encontramos uma festa junina aqui em Mannheim, organizada por um restaurante brasileiro, que por sinal, nem conhecíamos. Tinha barraquinhas vendendo comidinhas típicas, barraca de brincadeiras para as crianças, banda brasileira tocando forró e muita caipirinha (eles trocaram o vinho quente pela caipirinha, já que tem mais ibope entre os alemães....). Vou dizer que até quadrilha nós dançamos!!! Inclusive foi uma das coisas mais engraçadas que fiz nos últimos tempos.... Vocês não imaginam como foi difícil explicar para os alemães que também estavam dançando o significado de "caminho da roça", "olha a cobra", "balancê", entre outros.
É incrível o que a experiência de morar em outro país faz com a pessoa.... eu faço coisas aqui que jamais faria no Brasil! Êta saudade de casa!
Kuss und Tschüss!
Vi
Este último final de semana foi tão bacana que vale a pena ser "blogado".
Começamos na sexta-feira à noite no maravilhoso "National Theater de Mannheim". Na semana passada ocorreu o "14. internationale Schillertage", um festival de teatro em homenagem a Friedrich Schiller, autor alemão contemporâneo do Goethe. É lógico que seria impossível, para nós - míseros tupiniquins tentando aprender o idioma - entender uma peça de Schiller! Acho que isso é apenas para quem já alcançou o nível "Avançado Superior Plus "! Mas, demos uma sorte e tanto: o Grupo Oficina, do Zé Celso, foi convidado para fazer 3 apresentações, e aí é lógico que corremos para a fila dos ingressos. Fiquei imaginando como seria para os alemães assistirem uma peça em português... (ou será que os atores fariam um cursinho básico de alemão no Goethe Institut?). Por incrível que pareça, a peça foi inteiramente legendada. Haviam telões espalhados por todo o teatro e super-hiper sincronizados com as falas dos atores - eficiente trabalho alemão! A peça foi super alternativa, mas muito interessante. Durou a bagatela de 5 horas, sendo que eles fizeram uma "pipi-pausa" de 30 minutos. Teve alemão que não aguentou e saiu no meio..... lógico! Mas no geral, a Alemanzada aceitou bem o espetáculo, que seguiu bem o padrão do Zé Celso (quem já assistiu peça dele sabe do que estou falando...). Achei o máximo quando o ator principal pegou um cara da platéia para ajudar o "bando de traficantes que fugia da polícia". Ele primeiro pegou um cara da platéia e quando eles viram que esse era brasileiro, eles falaram "ah, não, brasileiro não tem graça, tem que ser alemão!". Hahaha! Claro, já estamos acostumados com o lance da violência, mas vocês imaginam como foi para um alemão segurar uma arma na mão, se fingir de bandido, sair atirando, gritando e correndo pelo palco? O cara tremia tanto.... incrível.... acho que ele não gostou, pois na pausa ele se mandou! Enfim, valeu a pena!
Já no sábado a noite, fomos a uma festa de São João! Pode ser loucura, mas encontramos uma festa junina aqui em Mannheim, organizada por um restaurante brasileiro, que por sinal, nem conhecíamos. Tinha barraquinhas vendendo comidinhas típicas, barraca de brincadeiras para as crianças, banda brasileira tocando forró e muita caipirinha (eles trocaram o vinho quente pela caipirinha, já que tem mais ibope entre os alemães....). Vou dizer que até quadrilha nós dançamos!!! Inclusive foi uma das coisas mais engraçadas que fiz nos últimos tempos.... Vocês não imaginam como foi difícil explicar para os alemães que também estavam dançando o significado de "caminho da roça", "olha a cobra", "balancê", entre outros.
É incrível o que a experiência de morar em outro país faz com a pessoa.... eu faço coisas aqui que jamais faria no Brasil! Êta saudade de casa!
Kuss und Tschüss!
Vi
Lisboa
Estamos só o fio da rabiola. Chegamos em casa ontem depois da meia-noite, após 2 horas e meia de vôo direto de Lisboa! Passamos 4 dias lá, por conta do feriado de Corpus Christi. Foi uma maravilha, principalmente por dois motivos: as semelhanças com o Brasil e a comida. Comemos de tudo, das mais tradicionais iguarias aos mais saborosos quitutes da baixa gastronomia portuguesa - pastéis (bolinho) de bacalhau e de nata (os de Belém, lá do lado do Mosteiro dos Jerônimos, são os melhores), croquetinhos de carne, tostas (mixto-quente), passando por cabrito à alentejana, bacalhau, polvo, chocos (tipo de lula), favas com costelinha, presunto serrano, queijo serra, queijadas e travesseiros de Sintra, farófias (sobremesa com claras de ovos). Para acompanhar, rolaram também umas bebidinhas, pois ninguém é de ferro - vinhos portugueses do Dão e do Alentejo, vinho do Porto, cervejinha imperial (nosso chopp) e ginjinha, licor dos mais simples feito com cerejas selvagens (ginjas). Deu também pra matar saudade de manga e melancia, que na Alemanha custam os olhos da cara. Como vocês podem ver, tudo muito singelo. Nos períodos entre as refeições, fizemos digestão caminhando pela cidade, subindo e descendo (rolando) as ladeiras, se encantando com o casario, com os bondes, com o ritmo de vida de nossos patrícios. Recomendamos fortemente Portugal como destino turístico, inclusive e principalmente, gastronômico. E tem uma vantagem em relação ao resto da Europa Ocidental: é bem mais barato, sendo comparável em muitos casos ao Brasil. Caso você decida visitar Portugal, nos avise que damos dicas de restaurantes, botecos e sítios de interesse. E não se esqueça: leve um estoque de sonrisal bem reforçado! ...Mais
Itália
Hoje é 6a-feira, 23/03/2007, 19:42 aqui na Europa. Estamos com tudo pronto pra nos mandar pra Itália! Agora é só esperar a hora de ir...
Em 1 semana voltamos, com muitas fotos e muita coisa pra contar!
Até breve!
Vi e Zé
Em 1 semana voltamos, com muitas fotos e muita coisa pra contar!
Até breve!
Vi e Zé
Bier!!!!
No outro sábado fomos convidados a jantar na casa de uma colega minha do curso de alemão, a Marija. Ela é da Sérvia e seu marido é Americano.
Eles prepararam um jantar típico americano para a gente: steak, espinafre com muito alho e batatas fritas. Uma super delícia, já que não víamos carne daquela altura há um bom tempo....
Outro ponto alto do jantar, foram as cervejas. Como bom americano, ele também é fã de cerveja. Juntou com o Zé que é outro fã da bebida, já viu o que deu né? Olhem nesta foto a quantidade de marcas diferentes que havia na geladeira do cara em uma única noite....
A Alemanha possui mais de 600 marcas de cerveja, considerando as cervas industrializadas e aquelas das charmosas micro-cervejarias.
O Zé tem traçou uma "meta" de experimentar pelo menos metade deste número. Como vocês podem ver, ele está indo muito bem!
Eles prepararam um jantar típico americano para a gente: steak, espinafre com muito alho e batatas fritas. Uma super delícia, já que não víamos carne daquela altura há um bom tempo....
Outro ponto alto do jantar, foram as cervejas. Como bom americano, ele também é fã de cerveja. Juntou com o Zé que é outro fã da bebida, já viu o que deu né? Olhem nesta foto a quantidade de marcas diferentes que havia na geladeira do cara em uma única noite....
A Alemanha possui mais de 600 marcas de cerveja, considerando as cervas industrializadas e aquelas das charmosas micro-cervejarias.
O Zé tem traçou uma "meta" de experimentar pelo menos metade deste número. Como vocês podem ver, ele está indo muito bem!
Podemos levar a bicicleta?
Hoje aprendemos uma coisa nova e nos lembramos de outra que já sabíamos, mas que as vezes esquecemos:
Aprendemos que aqui na nossa cidade pode-se levar a bicicleta no ônibus e que não se paga um valor extra após as 20:30! Maravilha! Encontrei a Vi no centro após o trabalho. Ficamos na biblioteca até as 20:00, comemos um sanduba meia-boca e nos preparamos pra ir embora. O problema é que estava chovendo muito e a Vi estava de bicicleta. Resolvemos investigar se podíamos transportá-la no ônibus e não é que podíamos!?
Nos lembramos que algumas pessoas tem uma enooorme capacidade de ser mal educadas. Incrível! Perguntei para um funcionário da empresa de ônibus sobre o transporte da bicicleta e a resposta do cretino foi: "Sie müssen entscheiden!", o que quer dizer "É você quem decide!" ou "É problema seu!". Salve simpatia!...Mais
Aprendemos que aqui na nossa cidade pode-se levar a bicicleta no ônibus e que não se paga um valor extra após as 20:30! Maravilha! Encontrei a Vi no centro após o trabalho. Ficamos na biblioteca até as 20:00, comemos um sanduba meia-boca e nos preparamos pra ir embora. O problema é que estava chovendo muito e a Vi estava de bicicleta. Resolvemos investigar se podíamos transportá-la no ônibus e não é que podíamos!?
Nos lembramos que algumas pessoas tem uma enooorme capacidade de ser mal educadas. Incrível! Perguntei para um funcionário da empresa de ônibus sobre o transporte da bicicleta e a resposta do cretino foi: "Sie müssen entscheiden!", o que quer dizer "É você quem decide!" ou "É problema seu!". Salve simpatia!...Mais
Carnaval na Alemanha
Para quem pensou que só aí no Brasil era possível curtir o Carnaval, se enganou completamente!
Morando aqui na Alemanha, descobri que o carnaval é bem popular em algumas cidades européias. Basel, na Suíça tem um carnaval bem popular onde as pessoas usam máscaras de madeira. Em Veneza, as máscaras também são super típicas, além das fantasias de "pierrôs e colombinas". Aqui na Alemanha, Köln (Colônia), Mainz e Düsseldorf também possuem um Carvanaval bem famoso, com direito até a transmissão dos desfiles pela televisão.
O carnaval alemão tem dia e hora para começar. Acontece numa quinta-feira, neste ano em 15/02, se prolongando até a quarta-feira de cinzas. Este dia é chamado Quinta-feira das Mulheres. A partir deste momento é um “vale-tudo” para as mulheres, mas entenda-se: o vale-tudo é para cortar as gravatas dos homens ou usá-las. Já sabendo desta tradição, o Zé foi trabalhar com uma gravata meio velhinha, que ele não gostava muito... adivinhem: voltou com a gravata cortada!
Infelizmente, o Carnaval por aqui não significa feriado. Eu tive aula normalmente na Universidade e o Zé teve que ir trabalhar. Porém, de qualquer maneira, era possível ver durante todos os dias (segunda, terça e quarta-feira) os desfiles pela televisão que ocorriam durante o dia... Tem muita gente que tira esses dias de férias para poder desfilar em algum bloco, ou viajar com a família.
Fomos para Köln no domingo de carnaval, afinal de contas, queríamos saber o que rolava de tão interessante por lá. Nem preciso dizer que a festa é MUITO diferente da brasileira. Todas as pessoas saem nas ruas fantasiadas, crianças, jovens, adultos e idosos (como vocês podem ver no álbum de fotos: Carnaval Köln). A prefeitura da cidade organiza um desfile com todas as escolas de ensino básico e profissionalizante. Foram mais de 30 escolas que desfilaram no domingo em Köln! É como se fossem pequenos blocos carnavalescos, cada um com o seu tema, e todos estão fantasiados gritando "Alaaf!" para todos os lados (como o nosso "Viva!"). Normalmente, tem um "carro" todo enfeitado que simboliza o tema da escola. Porém a grande tradição é: as pessoas que desfilam (pode ser criança ou adulto) jogam doces para quem assiste. Rola de tudo: bombons, balas, pipocas, marshmellow, marzipan, chocolate em barra, pirulito... As pessoas que assistem já levam até suas sacolas de pano de casa para poder pegar os doces. Para se ter uma idéia, só aqui na cidade onde moro, foram distribuídos no domingo de carnaval mais de 8 toneladas de doces. As crianças que ficam na beirada das ruas, gritam "Karamelle" e aí é a maior correria para pegar.
Além disso, a cerveja rola solta. Os caras bebem muito!!! Todos levam os seus pequenos "barris" de cerveja em baixo do braço ou até mesmo improvisam um carrinho... é bem engraçado.
Quanto as fantasias, devido ao frio, posso dizer que são totalmente o oposto do Brasil. Eles amam temas como bichos ou nobres com botas grossas, tudo com muito pano e bem pesado. Nada sexy.... (vejam as fotos....). É bem comum ver toda a família vestida com o mesmo tema.
Achei a festa interessante para conhecer, mas sinceramente, não ocorre a alegria e descontração brasileira. Não dá para explicar, mas me pareceu mais um desfile de "7 de setembro" do que de carnaval.... Talvez eu esteja sendo rígida demais, afinal de contas, os alemães são super sérios, e vê-los fantasiados, com um sorrisão no rosto, dançando pelas ruas mesmo sem música, é bem engraçado e não tem preço (como diria a Mastercard).... Pelo visto, o que vale mesmo é a alegria do "Karneval"!
Vi
Morando aqui na Alemanha, descobri que o carnaval é bem popular em algumas cidades européias. Basel, na Suíça tem um carnaval bem popular onde as pessoas usam máscaras de madeira. Em Veneza, as máscaras também são super típicas, além das fantasias de "pierrôs e colombinas". Aqui na Alemanha, Köln (Colônia), Mainz e Düsseldorf também possuem um Carvanaval bem famoso, com direito até a transmissão dos desfiles pela televisão.
O carnaval alemão tem dia e hora para começar. Acontece numa quinta-feira, neste ano em 15/02, se prolongando até a quarta-feira de cinzas. Este dia é chamado Quinta-feira das Mulheres. A partir deste momento é um “vale-tudo” para as mulheres, mas entenda-se: o vale-tudo é para cortar as gravatas dos homens ou usá-las. Já sabendo desta tradição, o Zé foi trabalhar com uma gravata meio velhinha, que ele não gostava muito... adivinhem: voltou com a gravata cortada!
Infelizmente, o Carnaval por aqui não significa feriado. Eu tive aula normalmente na Universidade e o Zé teve que ir trabalhar. Porém, de qualquer maneira, era possível ver durante todos os dias (segunda, terça e quarta-feira) os desfiles pela televisão que ocorriam durante o dia... Tem muita gente que tira esses dias de férias para poder desfilar em algum bloco, ou viajar com a família.
Fomos para Köln no domingo de carnaval, afinal de contas, queríamos saber o que rolava de tão interessante por lá. Nem preciso dizer que a festa é MUITO diferente da brasileira. Todas as pessoas saem nas ruas fantasiadas, crianças, jovens, adultos e idosos (como vocês podem ver no álbum de fotos: Carnaval Köln). A prefeitura da cidade organiza um desfile com todas as escolas de ensino básico e profissionalizante. Foram mais de 30 escolas que desfilaram no domingo em Köln! É como se fossem pequenos blocos carnavalescos, cada um com o seu tema, e todos estão fantasiados gritando "Alaaf!" para todos os lados (como o nosso "Viva!"). Normalmente, tem um "carro" todo enfeitado que simboliza o tema da escola. Porém a grande tradição é: as pessoas que desfilam (pode ser criança ou adulto) jogam doces para quem assiste. Rola de tudo: bombons, balas, pipocas, marshmellow, marzipan, chocolate em barra, pirulito... As pessoas que assistem já levam até suas sacolas de pano de casa para poder pegar os doces. Para se ter uma idéia, só aqui na cidade onde moro, foram distribuídos no domingo de carnaval mais de 8 toneladas de doces. As crianças que ficam na beirada das ruas, gritam "Karamelle" e aí é a maior correria para pegar.
Além disso, a cerveja rola solta. Os caras bebem muito!!! Todos levam os seus pequenos "barris" de cerveja em baixo do braço ou até mesmo improvisam um carrinho... é bem engraçado.
Quanto as fantasias, devido ao frio, posso dizer que são totalmente o oposto do Brasil. Eles amam temas como bichos ou nobres com botas grossas, tudo com muito pano e bem pesado. Nada sexy.... (vejam as fotos....). É bem comum ver toda a família vestida com o mesmo tema.
Achei a festa interessante para conhecer, mas sinceramente, não ocorre a alegria e descontração brasileira. Não dá para explicar, mas me pareceu mais um desfile de "7 de setembro" do que de carnaval.... Talvez eu esteja sendo rígida demais, afinal de contas, os alemães são super sérios, e vê-los fantasiados, com um sorrisão no rosto, dançando pelas ruas mesmo sem música, é bem engraçado e não tem preço (como diria a Mastercard).... Pelo visto, o que vale mesmo é a alegria do "Karneval"!
Vi
Notícias da Alemanha
Olá queridos familiares e amigos!
Bem, em primeiro lugar gostaria de me desculpar pela ausência de novidades no nosso blog... a desculpa é a mesma de sempre: muitas coisas para fazer!
Pode parecer estranho, mas não é fácil retomar a rotina após a maravilhosa viagem ao Brasil, encontrar com os amigos, entregar as lembrancinhas brasileiras aos gringos, iniciar as aulas da Universidade, concluir o curso em Heidelberg, testes, lições, serviços de casa, além de muita roupa atrasada para lavar e passar! Nossa, para vocês verem que minha vida aqui não está nem um pouco parada... e eu que achava que poderia ficar em casa, tirando uma sonequina após o almoço... acreditem se quiser, mas NUNCA fiz isso aqui! E olha que os alemães adoram dormir após as refeições! Tenho que tomar cuidado e não fazer barulho aqui no meu apê entre 12hs e 15hs, que é o período da "sesta". Êta vida boa... depois eles não sabem porque vivem tanto!
Mas, vamos ao que interessa: nossa vida e rotina aqui na terra da salsicha e da cerveja!
Minhas aulas de alemão começaram na Uni-Mannheim ( www.uni-mannheim.de ) assim que voltei do Brasil. Minha turma tem 8 estudantes, contando comigo. As nacionalidades são bem variadas: Sérvia, Rússia, Japão, Turquia, Korea e Colombia. Todos estão estudando o idioma para poder fazer um curso de graduação ou pós-graduação posteriormente. O professor chama-se Hans (alguma surpresa nesse nome?) e tem uns 45 anos. As aulas acontecem todos os dias, das 8:30hs as 12:00hs. Estou adorando! É muito bom poder conhecer pessoas de outros países e conseguir se comunicar em outros idiomas. É normal na hora do intervalo eu falar em inglês, em alemão ou espanhol.... a cabeça tem que virar a "chave" muito rapidamente. Acho isso um ótimo exercício!
Quanto ao curso de Heidelberg, já estou terminando e devo diminuir minhas idas aquela maravilhosa cidade... quem vier nos visitar, com certeza a conhecerá!
Assim que chegamos do Brasil, fomos apresentados oficialmente ao "inverno europeu". Não podemos reclamar muito, já que a nossa região é privilegiada e pouco neva, mas mesmo assim, o frio é muito forte. Sair de casa pela manhã com a temperatura a zero graus é desesperador... quando está negativo, então, não dá nem para descrever! Mas, como tudo por aqui na Europa, o inverno tem o seu charme. Vimos a neve pela primeira vez na semana passada. É uma das coisas mais lindas que já vi.... os floquinhos caindo e deixando tudo branquinho é algo muito especial.
Era umas 23hs da noite de uma sexta-feira quando começou a nevar, inclusive, um colega alemão estava jantando aqui conosco em casa e nem havíamos reparado na neve. Quando saímos para levá-lo para a Estação de Trem da cidade, nos deparamos com tudo branco! Fomos passando de carro pela cidade e vimos as crianças saindo com seus pequenos "trenós" para deslizar pela neve (no Brasil as crianças ganham pranchas ou piscinas infláveis e aqui elas ganham trenós.... c'est la vie!). Vimos que não importa a idade, a neve é diversão garantida para todos. Bonecos de Neve e guerras de bolas de neve podiam ser vistos por toda a parte. Conversando com a minha professora, ela disse que o Natal havia sido chato pois não teve neve. Ouvimos isso de um outro casal também. Achei esse comentário muito interessante. Os alemães esperam a neve. É como se fosse a concretização da estação mais fria do ano. Parece que se ela não aparece, uma etapa é pulada, uma estação é esquecida.
Como por aqui só nevou 1 única noite, no domingo passado fomos atrás de mais neve! Viajamos até Baden-Baden que fica a menos de 1 hora daqui, mas por ser uma região de montanhas, é famosa por ser uma "cidade de inverno". A cidade nos lembrou muito Campos do Jordão, que tem inclusive, uma cervejaria com esse nome. Para curtir de vez o inverno assim como os alemães, começamos o dia caminhando pela cidade. Porém, em cerca de 1 hora meu nariz já estava congelado.... Depois, fomos nos deliciar em uma das maravilhosas termas da cidade. Passamos a tarde na Therma Caracalla ( www.caracalla.de ). Foi simplesmente MARAVILHOSO ficar "de molho" naquelas piscinas de águas tão quentes (variam de 27 graus à 37 graus), com a neve caindo bem ao seu lado.
Isso é uma das coisas mais legais que estamos vivendo aqui: como eles possuem as 4 estações do ano bem diferenciadas, existem atividades específicas em cada época do ano para curtir e relaxar.
E nós, é claro, além de não disperdiçarmos essas oportunidades, ainda as registramos em algumas fotos. Elas estão publicadas como "Neve na Alemanha". Pena que na terma não é permitido tirar foto...
Um último assunto que gostaria de comentar é que no dia 24/01 completamos 4 anos de casados! Comemoramos com um belo jantar aqui em casa, com menu típico alemão, é claro! Quiche de entrada, carne de porco assada com batatas, e ainda uma deliciosa sobremesa. Tudo regado com muito vinho. Não preciso nem dizer como foi difícil acordar no dia seguinte...
Por agora, estas são as notícias que gostaria de deixar registradas.
Beijos e saudades,
Vi
Bem, em primeiro lugar gostaria de me desculpar pela ausência de novidades no nosso blog... a desculpa é a mesma de sempre: muitas coisas para fazer!
Pode parecer estranho, mas não é fácil retomar a rotina após a maravilhosa viagem ao Brasil, encontrar com os amigos, entregar as lembrancinhas brasileiras aos gringos, iniciar as aulas da Universidade, concluir o curso em Heidelberg, testes, lições, serviços de casa, além de muita roupa atrasada para lavar e passar! Nossa, para vocês verem que minha vida aqui não está nem um pouco parada... e eu que achava que poderia ficar em casa, tirando uma sonequina após o almoço... acreditem se quiser, mas NUNCA fiz isso aqui! E olha que os alemães adoram dormir após as refeições! Tenho que tomar cuidado e não fazer barulho aqui no meu apê entre 12hs e 15hs, que é o período da "sesta". Êta vida boa... depois eles não sabem porque vivem tanto!
Mas, vamos ao que interessa: nossa vida e rotina aqui na terra da salsicha e da cerveja!
Minhas aulas de alemão começaram na Uni-Mannheim ( www.uni-mannheim.de ) assim que voltei do Brasil. Minha turma tem 8 estudantes, contando comigo. As nacionalidades são bem variadas: Sérvia, Rússia, Japão, Turquia, Korea e Colombia. Todos estão estudando o idioma para poder fazer um curso de graduação ou pós-graduação posteriormente. O professor chama-se Hans (alguma surpresa nesse nome?) e tem uns 45 anos. As aulas acontecem todos os dias, das 8:30hs as 12:00hs. Estou adorando! É muito bom poder conhecer pessoas de outros países e conseguir se comunicar em outros idiomas. É normal na hora do intervalo eu falar em inglês, em alemão ou espanhol.... a cabeça tem que virar a "chave" muito rapidamente. Acho isso um ótimo exercício!
Quanto ao curso de Heidelberg, já estou terminando e devo diminuir minhas idas aquela maravilhosa cidade... quem vier nos visitar, com certeza a conhecerá!
Assim que chegamos do Brasil, fomos apresentados oficialmente ao "inverno europeu". Não podemos reclamar muito, já que a nossa região é privilegiada e pouco neva, mas mesmo assim, o frio é muito forte. Sair de casa pela manhã com a temperatura a zero graus é desesperador... quando está negativo, então, não dá nem para descrever! Mas, como tudo por aqui na Europa, o inverno tem o seu charme. Vimos a neve pela primeira vez na semana passada. É uma das coisas mais lindas que já vi.... os floquinhos caindo e deixando tudo branquinho é algo muito especial.
Era umas 23hs da noite de uma sexta-feira quando começou a nevar, inclusive, um colega alemão estava jantando aqui conosco em casa e nem havíamos reparado na neve. Quando saímos para levá-lo para a Estação de Trem da cidade, nos deparamos com tudo branco! Fomos passando de carro pela cidade e vimos as crianças saindo com seus pequenos "trenós" para deslizar pela neve (no Brasil as crianças ganham pranchas ou piscinas infláveis e aqui elas ganham trenós.... c'est la vie!). Vimos que não importa a idade, a neve é diversão garantida para todos. Bonecos de Neve e guerras de bolas de neve podiam ser vistos por toda a parte. Conversando com a minha professora, ela disse que o Natal havia sido chato pois não teve neve. Ouvimos isso de um outro casal também. Achei esse comentário muito interessante. Os alemães esperam a neve. É como se fosse a concretização da estação mais fria do ano. Parece que se ela não aparece, uma etapa é pulada, uma estação é esquecida.
Como por aqui só nevou 1 única noite, no domingo passado fomos atrás de mais neve! Viajamos até Baden-Baden que fica a menos de 1 hora daqui, mas por ser uma região de montanhas, é famosa por ser uma "cidade de inverno". A cidade nos lembrou muito Campos do Jordão, que tem inclusive, uma cervejaria com esse nome. Para curtir de vez o inverno assim como os alemães, começamos o dia caminhando pela cidade. Porém, em cerca de 1 hora meu nariz já estava congelado.... Depois, fomos nos deliciar em uma das maravilhosas termas da cidade. Passamos a tarde na Therma Caracalla ( www.caracalla.de ). Foi simplesmente MARAVILHOSO ficar "de molho" naquelas piscinas de águas tão quentes (variam de 27 graus à 37 graus), com a neve caindo bem ao seu lado.
Isso é uma das coisas mais legais que estamos vivendo aqui: como eles possuem as 4 estações do ano bem diferenciadas, existem atividades específicas em cada época do ano para curtir e relaxar.
E nós, é claro, além de não disperdiçarmos essas oportunidades, ainda as registramos em algumas fotos. Elas estão publicadas como "Neve na Alemanha". Pena que na terma não é permitido tirar foto...
Um último assunto que gostaria de comentar é que no dia 24/01 completamos 4 anos de casados! Comemoramos com um belo jantar aqui em casa, com menu típico alemão, é claro! Quiche de entrada, carne de porco assada com batatas, e ainda uma deliciosa sobremesa. Tudo regado com muito vinho. Não preciso nem dizer como foi difícil acordar no dia seguinte...
Por agora, estas são as notícias que gostaria de deixar registradas.
Beijos e saudades,
Vi
De volta do Brasil
Acabei de voltar do Brasil, após nossa curta visita de Natal (a Vi ainda está por lá, que inveja!). Esperamos por essa volta ao nosso querido país durante os 6 meses que passamos aqui na Alemanha, contamos cada dia, achando que não ia chegar nunca. O duro é pensar agora que chegou e já passou! Nunca 2 semanas foram tão curtas!
Só quem mora fora do Brasil consegue entender o que é voltar para nosso querido país. Nós, brasileiros estrangeiros, acabamos criando uma relação com o Brasil muito forte, que certamente não sentíamos quando lá estávamos. Nos sentimos mais brasileiros, orgulhosos do nosso povo, da nossa comida, das nossas cidades, praias, matas. Agimos como verdadeiros embaixadores no exterior, "vendendo" pro mundo inteiro as maravilhas da nossa terra. Nunca imaginei que vindo para tão longe me sentiria ainda mais brasuca.
Tudo foi ótimo, até ter passado mal na 5a-feira após o Natal por ter comido mais carne vermelha em 5 dias do que havia comido em 6 meses de Alemanha!
O momento mais especial foi com certeza a chegada no aeroporto, com nossa família inteira lá nos esperando. Nunca abracei e beijei tanta gente em tão pouco espaço de tempo como nesse momento!
Foi ótimo poder discutir futebol e abraçar novamente meu pai (ai saudade!), dar parabéns pessoalmente a minha mãe pela formatura (viva a bacharel!) e passar alguns (tão curtos! droga!) dias na praia com eles dois, relembrar como meu amado irmão é divertido e maluco (hehe), matar saudade da minha irmãzinha Ligia, passar o reveillon com a Tia Eliza (viva o tareco e a torta holandesa!!) e meus primos Janaína e Gu, ver meus avós, tios e primos em Campinas, comer a pizza do sogrão, estar presente em mais um churrasco de aniversário da sogrona no Guaiúba, curtir a hora do petisco com os dois (queridos sogros, a próxima hora do petisco será aqui em terras germânicas, regada a cerveja nacional!), ficar hospedado no maravilhoso castelo, desculpa, apto da Déa e do Riber (que são mais que irmãos!), fazer um cooper pelo Guarujá com a Cris e o Fernando discutindo nossa viagem de Julho pela Alemanha, poder pentelhar minha irmãzinha Ju fazendo cócegas e estralando os dedos dela (e a enchendo de abraços!), fazer piadas com o são-paulino mala e tanga do More :-), ver o Titó e o Chico crescendo e ficando cada vez mais adoráveis, passar o Natal com o Vô Simão, a Vó Flora, as tias Meire (adorei os presentes!) e Eleane, os primos Carol, Mari, André, Rafa e Ligia, encontrar os amigos da BASF, visitar os agora casados amigos Antão e Janaina, Paula e Fernando...
Nunca um Natal foi tão especial quanto desta vez (a ponto de eu até ter me vestido de Papai Noel)!
Não está fácil controlar a saudade nesses primeiros dias... mas tudo bem, foi a escolha que fizemos. Agora é só esperar a visita de todos!!!!
Nos vemos na Alemanha! (meus pais são os primeiros a aparecer - viva!).
Amo vocês! Muitos beijos! Tschüss!
Só quem mora fora do Brasil consegue entender o que é voltar para nosso querido país. Nós, brasileiros estrangeiros, acabamos criando uma relação com o Brasil muito forte, que certamente não sentíamos quando lá estávamos. Nos sentimos mais brasileiros, orgulhosos do nosso povo, da nossa comida, das nossas cidades, praias, matas. Agimos como verdadeiros embaixadores no exterior, "vendendo" pro mundo inteiro as maravilhas da nossa terra. Nunca imaginei que vindo para tão longe me sentiria ainda mais brasuca.
Tudo foi ótimo, até ter passado mal na 5a-feira após o Natal por ter comido mais carne vermelha em 5 dias do que havia comido em 6 meses de Alemanha!
O momento mais especial foi com certeza a chegada no aeroporto, com nossa família inteira lá nos esperando. Nunca abracei e beijei tanta gente em tão pouco espaço de tempo como nesse momento!
Foi ótimo poder discutir futebol e abraçar novamente meu pai (ai saudade!), dar parabéns pessoalmente a minha mãe pela formatura (viva a bacharel!) e passar alguns (tão curtos! droga!) dias na praia com eles dois, relembrar como meu amado irmão é divertido e maluco (hehe), matar saudade da minha irmãzinha Ligia, passar o reveillon com a Tia Eliza (viva o tareco e a torta holandesa!!) e meus primos Janaína e Gu, ver meus avós, tios e primos em Campinas, comer a pizza do sogrão, estar presente em mais um churrasco de aniversário da sogrona no Guaiúba, curtir a hora do petisco com os dois (queridos sogros, a próxima hora do petisco será aqui em terras germânicas, regada a cerveja nacional!), ficar hospedado no maravilhoso castelo, desculpa, apto da Déa e do Riber (que são mais que irmãos!), fazer um cooper pelo Guarujá com a Cris e o Fernando discutindo nossa viagem de Julho pela Alemanha, poder pentelhar minha irmãzinha Ju fazendo cócegas e estralando os dedos dela (e a enchendo de abraços!), fazer piadas com o são-paulino mala e tanga do More :-), ver o Titó e o Chico crescendo e ficando cada vez mais adoráveis, passar o Natal com o Vô Simão, a Vó Flora, as tias Meire (adorei os presentes!) e Eleane, os primos Carol, Mari, André, Rafa e Ligia, encontrar os amigos da BASF, visitar os agora casados amigos Antão e Janaina, Paula e Fernando...
Nunca um Natal foi tão especial quanto desta vez (a ponto de eu até ter me vestido de Papai Noel)!
Não está fácil controlar a saudade nesses primeiros dias... mas tudo bem, foi a escolha que fizemos. Agora é só esperar a visita de todos!!!!
Nos vemos na Alemanha! (meus pais são os primeiros a aparecer - viva!).
Amo vocês! Muitos beijos! Tschüss!
A descoberta das estações do ano
Faz um bom tempo que estou para escrever sobre o clima aqui na nossa região. E hoje, recebi uma motivação ainda maior para fazer isso: foi a primeira vez que nevou por aqui. Não posso dizer que foi “aquela” tempestade de neve, onde todos saem nas ruas e fazem seus bonecos e bolas de neve. Não, não foi assim. Foi uma neve tímida, pouca e apenas durante a noite. Mas isso já foi o bastante para o jardim que fica bem ao lado do meu prédio, ficar completamente branco e os carros cobertos com uma fina camada de gelo. É lógico que tirei foto do jardim, assim como tirei foto de toda a “metamorfose” das árvores no Outono. Vale a pena registrar esse processo: as folhas começam a ficar amarelas, passam por um alaranjado, depois ficam avermelhadas, e enfim ficam secas e marrons e caem pelas ruas e calçadas. Sinceramente? Nunca vi tanta folha pelas ruas! As calçadas ficam com uma camada alta de folhas. Você caminha e vai chutando as folhas. Fiquei imaginando como seria para limpar tudo isso! Mas, é lógico que os organizados alemães também dão um jeito nelas. Eles possuem “aspiradores de pó” gigantes para sugá-las e armazená-las em um caminhão. Em lugares de difícil acesso, são os próprios funcionários que fazem a “varredura e limpeza”. Isso tudo me parece tão novo e inusitado que não tive como não registrar. Afinal de contas, no Brasil não temos as estações do ano tão definidas como aqui na Europa. Folhas passando por múltiplas cores e depois caindo no chão, deixando todas as árvores peladas... nem pensar! No Brasil, sempre temos árvores com folhas verdes, inclusive no inverno. E olha que estamos “dando sorte” como dizem os alemães por aqui. Este Outono foi o mais “quente” desde 1.901!!! A temperatura ficou, em média, quase 4 graus mais quente do que nos outros anos. Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro (pelo menos até hoje – 15/12/2006), tivemos muito céu azul, sol fraco mas sempre presente, temperatura amena em torno de 7 graus e pouca chuva. Uma maravilha! Minha professora disse que normalmente nesta época, as ruas já ficam com meio metro de neve. Mas, até agora, isso não aconteceu. Talvez em janeiro, ou não.... sei lá. Com essa mudança da temperatura, nem mesmo os alemães estão palpitando como será janeiro e fevereiro. Estarei por aqui, e com certeza, registrarei mais uma vez.
Berlin
Fomos para Berlin no último final de semana. Conseguimos uma promoção bacana de uma passagem de trem para os 2 com ótimo preço. Daí que compramos e encaramos a aventura à capital alemã. Nossa amiga oriental, LiSan Sim, aquela de Singapura, viajou conosco. Partimos na 6a à noite.
Berlin é muito diferente do restante da Alemanha, principalmente das cidades do sul. Na Alemanha em geral tudo é muito organizado, florido, limpo, harmônico (dizem que alguns lugares são tão limpos que é possível colocar sua comida no chão sem grandes preocupações, pois é bem provável que a calçada seja mais limpa que a mesa de um restaurante - é claro que é exagero... e mesmo que não fosse, nenhum louco colocaria seu Schnitzel na calçada, não é mesmo?).
Berlin é outra conversa, nos lembrou muito uma versão reduzida de São Paulo. É a cidade mais pobre da Alemanha, não existem muitas indústrias e empregos para todos, o trânsito é um pouco mais complicado. Muitos lugares são realmente feios, com terrenos abandonados, prédios velhos. Outros são muito bonitos, arborizados, com prédios modernos. O governo alemão está investindo muito na cidade desde a queda do muro, assim como no restante da antiga Alemanha Oriental.
O volume de obras, prédios novos, construções em geral é muito grande, percebe-se facilmente que Berlin é uma cidade em transformação (dizem que a benção e a maldição de Berlin é a mesma: não simplesmente "ser", mas "tornar-se"). E essa transformação é notada não só na sua nova arquitetura, mas também nos gestos e modos dos berlinenses. Nossa impressão é que eles estão tentando ser um povo mais aberto e tolerante, que aceita as diferenças. É clara a vontade geral de mostrar ao mundo que Berlin não é mais a mesma. Porém, isso não é fácil e muito menos rápido, afinal de contas a unificação do país ainda é muito recente, ainda se percebe o peso de tanta história.
Ao andar pela cidade, nota-se quem pertenceu ao lado "oriental" e "ocidental". É impressionante ver como a construção do muro gerou não apenas uma enorme barreira na liberdade e no direito de ir e vir, mas principalmente uma divisão na cabeça de cada cidadão. Do lado oriental, um povo mais submisso e capaz de suportar qualquer situação sem questionar, abrindo mão de sua individualidade. Do lado ocidental, um povo mais preocupado com as questões individuais e interessado em fazer o país prosperar novamente, que no final criou até um certo preconceito contra os "primos pobres" do outro lado do muro.
Mas vamos parar por aqui com nossa análise sócio-psico-antropológica-sem-noção de Berlin, vocês podem tirar suas próprias conclusões quando a visitarem.
No sábado começamos nosso tour na frente do "Brandenburger Tor" ou Portão de Brandemburgo, cartão postal da cidade e da Alemanha, menos conhecido apenas que as cervejas e que o Schumacher. Diariamente, na frente do portão, uma empresa de turismo organiza tours gratuitos pela cidade. Dura mais ou menos 3 1/2 horas, passando pelos principais sítios históricos. Existem tours em espanhol e inglês, os guias são normalmente jovens estrangeiros que lá vivem e que apenas recebem as gorjetas no final do passeio. Fizemos o tour em inglês com a Annabel, australiana que vive em Berlin. Normalmente nós odiamos fazer tours com guias, pois as visitas costumam ser muito "langweilig" (chatas), sem contar que os guias sempre arrastam o grupo para algum shopping. Mas no caso de Berlin e especialmente deste tour, recomendamos fortemente.
No século XX Berlin foi a cidade mais importante da Europa, graças ao seu nada nobre papel central nas 2 guerras mundiais, pelo pós-guerra, muro de Berlin etc. E tudo isso pode passar desapercebido caso você não conheça o que representa cada prédio, praça ou monumento (você pode estar passando em frente a um prédio nazista ou sobre o esconderijo de Hitler sem se dar conta).
Visitamos vários lugares, como a praça para os judeus vítimas do Holocausto, o pedaço do muro que ainda existe, o check-point Charlie (antiga fronteira de imigração que separava a parte americana/ocidental e a parte russa/oriental, um dos pontos em que era possível para os ocidentais visitarem a parte oriental), praça Bebel (onde os nazistas queimavam livros), terminando nosso passeio na Museuminsel (ilha dos museus).
Após o tour visitamos o Reichstag (parlamento alemão), a Postdamer Platz (um dos lugares mais modernos da cidade), andamos novamente pela região do antigo muro e terminamos jantando em um restaurante na avenida Unter den Linden, bem pertinho do Brandenburger Tor.
No domingo acordamos cedo, deixamos nossas malas na estação de trem e começamos a caminhada. Andamos pelo Tiergarten (antigo parque, usado pelos antigos reis da Prússia para caçar patos e outros animais por diversão), cruzamos pelo meio do Zoo, caminhamos pela Ku'damm (antigo centro da parte ocidental da cidade, avenida moderna cheia de lojas e galerias), tomamos o trem para a Alexander Platz (onde está instalada a antiga torre de TV da Alemanha Oriental), visitamos outra vez a Museuminsel, caminhamos bastante às margens do rio Spree. No final paramos para um café na frente do Brandenburger Tor para nos despedir e nos mandamos para a Hauptbahnhof, estação de trem central.
2 dias foram definitivamente muito curtos, Berlin merece ao menos 4 ou 5 dias de visita. Muitas coisas ficaram para trás, não visitamos nenhum museu, o Charlottenburg (castelo), o Olympiastadion. O lado bom disso é que agora não nos resta outra alternativa além de voltar ao menos 1 vez... e tenham certeza, nós voltaremos!
Curiosidades
1) Muro - O lugar onde o muro dividia a cidade é todo marcado no chão, com uma fileira de paralelepípedos. Portanto, cuidado ao andar pela cidade, você pode estar em cima do muro!
2) Tudo do lado oriental - É muito curioso, mas todos os sítios históricos ficam do lado oriental.
3) Sachenhausen - É possível fazer um tour por um campo de concentração chamado Sachenhausen. Há visitas guiadas todos os dias, o passeio inteiro leva cerca de 6 horas.
4) Turquia - Berlin é a 3a maior cidade turca do mundo. Moram lá cerca de 1 milhão de turcos e foi lá que inventaram o Döner Kebab, conhecido no Brasil como churrasquinho grego e facilmente encontrado em qualquer esquina de qualquer cidade alemã. A propósito, é uma delícia! Se preparem, pois vocês terão que comer quando vierem nos visitar!
5) Berliner - Os famosos "donuts" americanos ou sonhos brasileiros são chamados na Alemanha de Berliner, ou seja, Berlinense. Ein Berliner bitte!
6) Semáforo Berlinense - Como vocês poderão ver em algumas fotos, Berlin possui um semáforo para pedestres único. O desenho é de um homenzinho mais gordinho e simpático. Ele é uma das heranças do governo socialista, que fazia propagandas na TV usando esse personagem para ensinar segurança às crianças. Seu nome: Ampelmann.
7) "Um brasileiro em Berlin" - O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro viveu 15 meses em Berlin e escreveu o livro a que nos referimos aí no título. Leitura obrigatória para quem quer conhecer um pouquinho mais das diferenças culturais entre Brasil e Alemanha. Tem até um pequeno manual de sobrevivência: "Alemanha para principiantes". (valeu Cris e Fê por esse maravilhoso presente!)
Berlin é muito diferente do restante da Alemanha, principalmente das cidades do sul. Na Alemanha em geral tudo é muito organizado, florido, limpo, harmônico (dizem que alguns lugares são tão limpos que é possível colocar sua comida no chão sem grandes preocupações, pois é bem provável que a calçada seja mais limpa que a mesa de um restaurante - é claro que é exagero... e mesmo que não fosse, nenhum louco colocaria seu Schnitzel na calçada, não é mesmo?).
Berlin é outra conversa, nos lembrou muito uma versão reduzida de São Paulo. É a cidade mais pobre da Alemanha, não existem muitas indústrias e empregos para todos, o trânsito é um pouco mais complicado. Muitos lugares são realmente feios, com terrenos abandonados, prédios velhos. Outros são muito bonitos, arborizados, com prédios modernos. O governo alemão está investindo muito na cidade desde a queda do muro, assim como no restante da antiga Alemanha Oriental.
O volume de obras, prédios novos, construções em geral é muito grande, percebe-se facilmente que Berlin é uma cidade em transformação (dizem que a benção e a maldição de Berlin é a mesma: não simplesmente "ser", mas "tornar-se"). E essa transformação é notada não só na sua nova arquitetura, mas também nos gestos e modos dos berlinenses. Nossa impressão é que eles estão tentando ser um povo mais aberto e tolerante, que aceita as diferenças. É clara a vontade geral de mostrar ao mundo que Berlin não é mais a mesma. Porém, isso não é fácil e muito menos rápido, afinal de contas a unificação do país ainda é muito recente, ainda se percebe o peso de tanta história.
Ao andar pela cidade, nota-se quem pertenceu ao lado "oriental" e "ocidental". É impressionante ver como a construção do muro gerou não apenas uma enorme barreira na liberdade e no direito de ir e vir, mas principalmente uma divisão na cabeça de cada cidadão. Do lado oriental, um povo mais submisso e capaz de suportar qualquer situação sem questionar, abrindo mão de sua individualidade. Do lado ocidental, um povo mais preocupado com as questões individuais e interessado em fazer o país prosperar novamente, que no final criou até um certo preconceito contra os "primos pobres" do outro lado do muro.
Mas vamos parar por aqui com nossa análise sócio-psico-antropológica-sem-noção de Berlin, vocês podem tirar suas próprias conclusões quando a visitarem.
No sábado começamos nosso tour na frente do "Brandenburger Tor" ou Portão de Brandemburgo, cartão postal da cidade e da Alemanha, menos conhecido apenas que as cervejas e que o Schumacher. Diariamente, na frente do portão, uma empresa de turismo organiza tours gratuitos pela cidade. Dura mais ou menos 3 1/2 horas, passando pelos principais sítios históricos. Existem tours em espanhol e inglês, os guias são normalmente jovens estrangeiros que lá vivem e que apenas recebem as gorjetas no final do passeio. Fizemos o tour em inglês com a Annabel, australiana que vive em Berlin. Normalmente nós odiamos fazer tours com guias, pois as visitas costumam ser muito "langweilig" (chatas), sem contar que os guias sempre arrastam o grupo para algum shopping. Mas no caso de Berlin e especialmente deste tour, recomendamos fortemente.
No século XX Berlin foi a cidade mais importante da Europa, graças ao seu nada nobre papel central nas 2 guerras mundiais, pelo pós-guerra, muro de Berlin etc. E tudo isso pode passar desapercebido caso você não conheça o que representa cada prédio, praça ou monumento (você pode estar passando em frente a um prédio nazista ou sobre o esconderijo de Hitler sem se dar conta).
Visitamos vários lugares, como a praça para os judeus vítimas do Holocausto, o pedaço do muro que ainda existe, o check-point Charlie (antiga fronteira de imigração que separava a parte americana/ocidental e a parte russa/oriental, um dos pontos em que era possível para os ocidentais visitarem a parte oriental), praça Bebel (onde os nazistas queimavam livros), terminando nosso passeio na Museuminsel (ilha dos museus).
Após o tour visitamos o Reichstag (parlamento alemão), a Postdamer Platz (um dos lugares mais modernos da cidade), andamos novamente pela região do antigo muro e terminamos jantando em um restaurante na avenida Unter den Linden, bem pertinho do Brandenburger Tor.
No domingo acordamos cedo, deixamos nossas malas na estação de trem e começamos a caminhada. Andamos pelo Tiergarten (antigo parque, usado pelos antigos reis da Prússia para caçar patos e outros animais por diversão), cruzamos pelo meio do Zoo, caminhamos pela Ku'damm (antigo centro da parte ocidental da cidade, avenida moderna cheia de lojas e galerias), tomamos o trem para a Alexander Platz (onde está instalada a antiga torre de TV da Alemanha Oriental), visitamos outra vez a Museuminsel, caminhamos bastante às margens do rio Spree. No final paramos para um café na frente do Brandenburger Tor para nos despedir e nos mandamos para a Hauptbahnhof, estação de trem central.
2 dias foram definitivamente muito curtos, Berlin merece ao menos 4 ou 5 dias de visita. Muitas coisas ficaram para trás, não visitamos nenhum museu, o Charlottenburg (castelo), o Olympiastadion. O lado bom disso é que agora não nos resta outra alternativa além de voltar ao menos 1 vez... e tenham certeza, nós voltaremos!
Curiosidades
1) Muro - O lugar onde o muro dividia a cidade é todo marcado no chão, com uma fileira de paralelepípedos. Portanto, cuidado ao andar pela cidade, você pode estar em cima do muro!
2) Tudo do lado oriental - É muito curioso, mas todos os sítios históricos ficam do lado oriental.
3) Sachenhausen - É possível fazer um tour por um campo de concentração chamado Sachenhausen. Há visitas guiadas todos os dias, o passeio inteiro leva cerca de 6 horas.
4) Turquia - Berlin é a 3a maior cidade turca do mundo. Moram lá cerca de 1 milhão de turcos e foi lá que inventaram o Döner Kebab, conhecido no Brasil como churrasquinho grego e facilmente encontrado em qualquer esquina de qualquer cidade alemã. A propósito, é uma delícia! Se preparem, pois vocês terão que comer quando vierem nos visitar!
5) Berliner - Os famosos "donuts" americanos ou sonhos brasileiros são chamados na Alemanha de Berliner, ou seja, Berlinense. Ein Berliner bitte!
6) Semáforo Berlinense - Como vocês poderão ver em algumas fotos, Berlin possui um semáforo para pedestres único. O desenho é de um homenzinho mais gordinho e simpático. Ele é uma das heranças do governo socialista, que fazia propagandas na TV usando esse personagem para ensinar segurança às crianças. Seu nome: Ampelmann.
7) "Um brasileiro em Berlin" - O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro viveu 15 meses em Berlin e escreveu o livro a que nos referimos aí no título. Leitura obrigatória para quem quer conhecer um pouquinho mais das diferenças culturais entre Brasil e Alemanha. Tem até um pequeno manual de sobrevivência: "Alemanha para principiantes". (valeu Cris e Fê por esse maravilhoso presente!)
Meu primeiro aniversário
Ontem completei 31 anos. Foi a primeira vez que comemorei meu aniversário longe da minha família e dos amigos. Todo ano, sempre dou um jeitinho de juntar o pessoal e comemorar. É difícil eu deixar esta data passar em branco. Eu gosto desta tradição de reunir as pessoas, cantar o famoso "parabéns a você" e apagar velinhas.
Me lembro de várias festinhas legais: baladinhas em bares de São Paulo, churrascos memoráveis no Guarujá com a ajuda do meu churrasqueiro predileto (Papito), o último aniversário comemorado no meu apartamento em Moema com toda a família (sendo que não cabia nem mais uma pessoa.... um aperto geral!), sem dizer naquela vez que cheguei atrasada no meu próprio aniversário comemorado em um restaurante pois deu a maior enchente em SP e eu não conseguia chegar em São Caetano. O importante sempre foi não deixar a data passar em branco!
Porém aqui na Alemanha as coisas são um pouco diferentes e nestes últimos dias me preparei psicologicamente para isso. Sinceramente, não estava muito animada com o meu aniversário, afinal de contas os costumes aqui não são os mesmos do Brasil. Um exemplo disso é que aqui eles não cantam "parabéns a você". Inclusive, não existe uma versão desta música em alemão. Quando acontece de alguém cantar, normalmente são apenas para crianças e a música adotada é a versão em inglês.
Outra diferença interessante são os cumprimentos. Beijinhos e abraços nem pensar! Eles apenas dão uma das mãos, a meio-metro de distância e falam: "Ich wünsche alles gute zu deinem Geburtstag.", o que quer dizer: "Eu desejo tudo de bom em seu aniversário".
Porém, contrariando minhas expectativas, tive um dia muito especial. Para começar, meu super marido me acordou com um delicioso café servido na cama. Fui para a escola e minha professora, Frau Ellen Althaus, já lembrou de cara que era meu aniversário. Ela me deu a mão (lembrem-se: beijinho - não!) e disse que naquele dia poderíamos fazer uma "Kaffee pause" especial, saindo da escola para tomar um café. Achei esse convite um grande presente de aniversário, embora não tenhamos saído... O diretor da escola, Herr Munschen, também veio me dar os parabéns e até me serviu uma bolachinha de chocolate deliciosa. Outro grande presente alemão! Saí da escola e fui direto para um restaurante em Heidelberg que é uma maravilha, chamado "Da Vinci". Com esse nome, nem preciso dizer que tipo de comida eles servem... Já havia combinado com o Zé de almoçarmos juntos neste dia e ele me encontrou lá. Pode parecer simples, mas não é: o Zé trabalha em uma cidade chamada Ludwigshafen, moramos em Mannheim e eu estudo em Heidelberg que fica a uns 30 minutos de carro de Ludwigshafen ou "Lu", como chamamos esta cidade já que seu nome é quase impronunciável... Assim, foi um "grande evento" esse almoço em Heidelberg! Após o almoço, o Zé voltou para a Basf e dei uma rodada pelo centrinho da cidade pois precisava comprar umas coisinhas. Cheguei em casa às 16hs e meus pais já estavam no MSN a minha espera.... conversamos um tempão, depois recebi vários telefonemas e e-mails especiais. Até flores do Brasil e presente dos EUA eu recebi!!! E a noite, para completar a orgia gastronômica italiana do dia, eu e o Zé saímos para jantar em um outro restaurante italiano: "El Crepusculo".
Foi um dia surpreendente! Apesar de toda a distância, foi muito bom receber o carinho dos amigos e da família. Gostaria aqui de agradecer a todos que me ligaram em casa, escreveram e-mails, chamaram no MSN, mandaram presentes, ligaram no celular do Zé, mandaram mensagem fonada e me acordaram de madrugada (né Ju!). Sinceramente, muito obrigada e espero revê-los em breve aí no Brasil!
Vou aproveitar para agradecer publicamente meu querido e amado marido que me deu um lindo presente e fez de tudo para eu ficar bem neste dia... Schatz, amo você!
Um grande beijo a todos e saudades!!!
Vi
Me lembro de várias festinhas legais: baladinhas em bares de São Paulo, churrascos memoráveis no Guarujá com a ajuda do meu churrasqueiro predileto (Papito), o último aniversário comemorado no meu apartamento em Moema com toda a família (sendo que não cabia nem mais uma pessoa.... um aperto geral!), sem dizer naquela vez que cheguei atrasada no meu próprio aniversário comemorado em um restaurante pois deu a maior enchente em SP e eu não conseguia chegar em São Caetano. O importante sempre foi não deixar a data passar em branco!
Porém aqui na Alemanha as coisas são um pouco diferentes e nestes últimos dias me preparei psicologicamente para isso. Sinceramente, não estava muito animada com o meu aniversário, afinal de contas os costumes aqui não são os mesmos do Brasil. Um exemplo disso é que aqui eles não cantam "parabéns a você". Inclusive, não existe uma versão desta música em alemão. Quando acontece de alguém cantar, normalmente são apenas para crianças e a música adotada é a versão em inglês.
Outra diferença interessante são os cumprimentos. Beijinhos e abraços nem pensar! Eles apenas dão uma das mãos, a meio-metro de distância e falam: "Ich wünsche alles gute zu deinem Geburtstag.", o que quer dizer: "Eu desejo tudo de bom em seu aniversário".
Porém, contrariando minhas expectativas, tive um dia muito especial. Para começar, meu super marido me acordou com um delicioso café servido na cama. Fui para a escola e minha professora, Frau Ellen Althaus, já lembrou de cara que era meu aniversário. Ela me deu a mão (lembrem-se: beijinho - não!) e disse que naquele dia poderíamos fazer uma "Kaffee pause" especial, saindo da escola para tomar um café. Achei esse convite um grande presente de aniversário, embora não tenhamos saído... O diretor da escola, Herr Munschen, também veio me dar os parabéns e até me serviu uma bolachinha de chocolate deliciosa. Outro grande presente alemão! Saí da escola e fui direto para um restaurante em Heidelberg que é uma maravilha, chamado "Da Vinci". Com esse nome, nem preciso dizer que tipo de comida eles servem... Já havia combinado com o Zé de almoçarmos juntos neste dia e ele me encontrou lá. Pode parecer simples, mas não é: o Zé trabalha em uma cidade chamada Ludwigshafen, moramos em Mannheim e eu estudo em Heidelberg que fica a uns 30 minutos de carro de Ludwigshafen ou "Lu", como chamamos esta cidade já que seu nome é quase impronunciável... Assim, foi um "grande evento" esse almoço em Heidelberg! Após o almoço, o Zé voltou para a Basf e dei uma rodada pelo centrinho da cidade pois precisava comprar umas coisinhas. Cheguei em casa às 16hs e meus pais já estavam no MSN a minha espera.... conversamos um tempão, depois recebi vários telefonemas e e-mails especiais. Até flores do Brasil e presente dos EUA eu recebi!!! E a noite, para completar a orgia gastronômica italiana do dia, eu e o Zé saímos para jantar em um outro restaurante italiano: "El Crepusculo".
Foi um dia surpreendente! Apesar de toda a distância, foi muito bom receber o carinho dos amigos e da família. Gostaria aqui de agradecer a todos que me ligaram em casa, escreveram e-mails, chamaram no MSN, mandaram presentes, ligaram no celular do Zé, mandaram mensagem fonada e me acordaram de madrugada (né Ju!). Sinceramente, muito obrigada e espero revê-los em breve aí no Brasil!
Vou aproveitar para agradecer publicamente meu querido e amado marido que me deu um lindo presente e fez de tudo para eu ficar bem neste dia... Schatz, amo você!
Um grande beijo a todos e saudades!!!
Vi
Pit stop para troca de pneus
Esta semana recebi uma difícil tarefa: trocar os pneus do carro para pneus de inverno. E eu que achava que isso só acontecia na fórmula 1... mas, tudo bem, lá fui eu em uma loja especializada em venda e troca de pneus. Até aí normal.
O problema é novamente a comunicação, afinal de contas explicar em alemão isso deve ser a lição 200 e eu ainda não cheguei nela.... pedi ajuda a minha professora que escreveu a frase certinha do que eu deveria falar. Beleza! Tudo resolvido!
Chegando lá, parei o carro e entrei na loja. Era uma loja grande que vendia de tudo para carro, com uma fila única no balcão. Ao chegar a minha vez, mandei ver a frase pronta da minha "Lehrerin" (professora). Porém, eu não estava preparada para um questionamento.... o cara começou a fazer mil perguntas! Devolvi um "Bitte?" que significa: "fala tudo de novo pelo amor de Deus que eu não entendi nada!", mas de forma educada. Ele repetiu. Novamente, não entendi. Nesta hora já devia ter umas 2 pessoas na fila atrás de mim. Me senti vencida e perguntei se ele falava inglês... resposta: "quase nada". Percebi que o ingles não ia me ajudar... respirei fundo e pedi que ele falasse devagar novamente. Daí para frente foi uma bagunça geral: um outro vendedor veio ajudar, me vi indo até o meu carro com eles, voltando para dentro da loja novamente, eles faziam mímica, e a fila aumentando.... a pior hora, foi quando eles perguntaram alguma coisa sobre o volante, e eles ficavam fazendo mímica como se tivessem segurando um volante... aquilo estava hilário! Dei uma olhadinha tímida para trás e vi a fila inteira caindo na risada!
Depois de responder todas as perguntas técnicas quanto ao meu carro e outras que eu sinceramente não entendi, pude finalmente me dirigir ao box de número 1 para a troca dos pneus. Após uma espera de 1 hora, chega um alemãozinho bem baixinho e começou a falar inglês comigo. Desacreditei!!!! O cara que trocava o pneu sabia falar inglês!!!! E super bem!!!! Ficamos batendo papo, enquanto ele fazia o serviço. Ele me perguntou de onde eu era e quando eu disse "Brasil", o cara abriu um sorriso no rosto. Ele retrucou: "Carnaval, samba, Rio de Janeiro!" e me disse que o sonho dele era visitar o Brasil... Daí para a frente foi uma maravilha, e não tive mais problemas.
No final, deu tudo certo, mas nem preciso dizer que não foi fácil! Mais um "fora" para ficar na minha história alemã. Êta língua difícil!!!!
Vi...Mais
O problema é novamente a comunicação, afinal de contas explicar em alemão isso deve ser a lição 200 e eu ainda não cheguei nela.... pedi ajuda a minha professora que escreveu a frase certinha do que eu deveria falar. Beleza! Tudo resolvido!
Chegando lá, parei o carro e entrei na loja. Era uma loja grande que vendia de tudo para carro, com uma fila única no balcão. Ao chegar a minha vez, mandei ver a frase pronta da minha "Lehrerin" (professora). Porém, eu não estava preparada para um questionamento.... o cara começou a fazer mil perguntas! Devolvi um "Bitte?" que significa: "fala tudo de novo pelo amor de Deus que eu não entendi nada!", mas de forma educada. Ele repetiu. Novamente, não entendi. Nesta hora já devia ter umas 2 pessoas na fila atrás de mim. Me senti vencida e perguntei se ele falava inglês... resposta: "quase nada". Percebi que o ingles não ia me ajudar... respirei fundo e pedi que ele falasse devagar novamente. Daí para frente foi uma bagunça geral: um outro vendedor veio ajudar, me vi indo até o meu carro com eles, voltando para dentro da loja novamente, eles faziam mímica, e a fila aumentando.... a pior hora, foi quando eles perguntaram alguma coisa sobre o volante, e eles ficavam fazendo mímica como se tivessem segurando um volante... aquilo estava hilário! Dei uma olhadinha tímida para trás e vi a fila inteira caindo na risada!
Depois de responder todas as perguntas técnicas quanto ao meu carro e outras que eu sinceramente não entendi, pude finalmente me dirigir ao box de número 1 para a troca dos pneus. Após uma espera de 1 hora, chega um alemãozinho bem baixinho e começou a falar inglês comigo. Desacreditei!!!! O cara que trocava o pneu sabia falar inglês!!!! E super bem!!!! Ficamos batendo papo, enquanto ele fazia o serviço. Ele me perguntou de onde eu era e quando eu disse "Brasil", o cara abriu um sorriso no rosto. Ele retrucou: "Carnaval, samba, Rio de Janeiro!" e me disse que o sonho dele era visitar o Brasil... Daí para a frente foi uma maravilha, e não tive mais problemas.
No final, deu tudo certo, mas nem preciso dizer que não foi fácil! Mais um "fora" para ficar na minha história alemã. Êta língua difícil!!!!
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Cirque du Soleil
Esquecemos de comentar, mas no dia 04/11/2006 assistimos o Cirque du Soleil em Frankfurt. Eles estão em temporada aqui na Alemanha com o espetáculo Dralion, que fala sobre os 4 elementos (não, não são os 4 elementos que foram presos e que apareceram no programa do José Luiz Datena... são os elementos Terra, Ar, Fogo e Água!). A temporada é longa e passa por cidades como Berlin, Düsseldorf, Hamburg e, felizmente, Frankfurt, que é aqui na esquina (só 80 km, logo ali!).
O Cirque du Soleil é um grupo circense canadense, reconhecido mundialmente. Seus espetáculos são sempre muito ricos, com música e dança, além dos elementos de circo. Começaram muito bem sua carreira, mas depois de poucos anos, começaram a ter problemas financeiros. Estava difícil manter o circo ativo, pagar todos os artistas, manter a grande estrutura que existia por trás. Resolveram então profissionalizar o negócio e contrataram pessoas especialistas em "business" para reestruturar o circo, transformando-o em empresa. Conseguiram um contrato com o casino/hotel Bellagio em Las Vegas para ter um espetáculo fixo na programação do hotel, criaram produtos para vendas, consolidaram a marca Cirque du Soleil. O resultado é que hoje eles são uma empresa global, com faturamento de mais de US$ 100.000.000 por ano. Conseguem aliar duas coisas que inicialmente parecem contraditórias: 1) o profissionalismo, planejamento e estratégia do mundo dos negócios, e 2) a criatividade, liberdade e improvisação que são características básicas de qualquer arte.
Assistir um dos seus espetáculos era um grande sonho nosso, desde que visitamos Las Vegas naquela vez que fomos aos USA aprender inglês. Tentamos comprar ingressos, porém todos já estavam vendidos para aquele dia e para as próximas 3 semanas! Com isto aprendemos: sempre que viajamos para uma cidade qualquer, pesquisamos antes os shows e espetáculos que acontecerão quando estivermos por lá. Às vezes se tem uma baita sorte e justamente nos dias em que você está lá acontece um show com aquela banda que você sempre sonhou assistir e que nunca veio ou virá ao Brasil.
O espetáculo em si foi espetacular, como qualquer espetáculo deveria ser, não é mesmo? Muita música, cores, cenário incrível, banda e cantores ao vivo (totalmente sem playback), artistas muito ensaiados, cada um com liberdade para improvisar em seu número. Houve números com cordas, bolas, equilibrismo, trapézio, cama elástica, malabarismo e até palhaços, que cá entre nós foram o ponto alto do show. Eram 3 palhaços que falavam uma língua muito louca, bem parecida com o italiano, e que se chamavam Alberti, Giovanni e Vicenti (ou Vicente?? Bom eles falava Vichentttteee). Fizeram milhões de palhaçadas, mexeram com a platéia, aprontaram muitas e boas.
Dica: não sei ainda se o Cirque de Soleil está em São Paulo, mas eles haviam começado um show lá (ou aí) em Agosto. Os ingressos eram beeem caros, mas garantimos que vale a pena! Sem contar que não sabemos se eles voltam de novo pro Brasil, não é mesmo? Bom, se vocês comprarem o ingresso e não gostarem, nos avisem: nós reembolsamos todo o dinheiro em cerveja e salsichas alemãs, mas só quando vocês nos visitarem aqui!...Mais
O Cirque du Soleil é um grupo circense canadense, reconhecido mundialmente. Seus espetáculos são sempre muito ricos, com música e dança, além dos elementos de circo. Começaram muito bem sua carreira, mas depois de poucos anos, começaram a ter problemas financeiros. Estava difícil manter o circo ativo, pagar todos os artistas, manter a grande estrutura que existia por trás. Resolveram então profissionalizar o negócio e contrataram pessoas especialistas em "business" para reestruturar o circo, transformando-o em empresa. Conseguiram um contrato com o casino/hotel Bellagio em Las Vegas para ter um espetáculo fixo na programação do hotel, criaram produtos para vendas, consolidaram a marca Cirque du Soleil. O resultado é que hoje eles são uma empresa global, com faturamento de mais de US$ 100.000.000 por ano. Conseguem aliar duas coisas que inicialmente parecem contraditórias: 1) o profissionalismo, planejamento e estratégia do mundo dos negócios, e 2) a criatividade, liberdade e improvisação que são características básicas de qualquer arte.
Assistir um dos seus espetáculos era um grande sonho nosso, desde que visitamos Las Vegas naquela vez que fomos aos USA aprender inglês. Tentamos comprar ingressos, porém todos já estavam vendidos para aquele dia e para as próximas 3 semanas! Com isto aprendemos: sempre que viajamos para uma cidade qualquer, pesquisamos antes os shows e espetáculos que acontecerão quando estivermos por lá. Às vezes se tem uma baita sorte e justamente nos dias em que você está lá acontece um show com aquela banda que você sempre sonhou assistir e que nunca veio ou virá ao Brasil.
O espetáculo em si foi espetacular, como qualquer espetáculo deveria ser, não é mesmo? Muita música, cores, cenário incrível, banda e cantores ao vivo (totalmente sem playback), artistas muito ensaiados, cada um com liberdade para improvisar em seu número. Houve números com cordas, bolas, equilibrismo, trapézio, cama elástica, malabarismo e até palhaços, que cá entre nós foram o ponto alto do show. Eram 3 palhaços que falavam uma língua muito louca, bem parecida com o italiano, e que se chamavam Alberti, Giovanni e Vicenti (ou Vicente?? Bom eles falava Vichentttteee). Fizeram milhões de palhaçadas, mexeram com a platéia, aprontaram muitas e boas.
Dica: não sei ainda se o Cirque de Soleil está em São Paulo, mas eles haviam começado um show lá (ou aí) em Agosto. Os ingressos eram beeem caros, mas garantimos que vale a pena! Sem contar que não sabemos se eles voltam de novo pro Brasil, não é mesmo? Bom, se vocês comprarem o ingresso e não gostarem, nos avisem: nós reembolsamos todo o dinheiro em cerveja e salsichas alemãs, mas só quando vocês nos visitarem aqui!...Mais
London - Impressões
Retornamos de London na última quarta-feira (01/11/2006) após cinco dias maravilhosos. Voltamos exaustos e com aquele gostinho de “quero mais” na boca. Em poucas palavras, posso descrever London como: cosmopolita, internacionalíssima, agitada, estudantes trabalhando em cafés e restaurantes, monarquia contrastando com o “moderno”, frio e vento mesmo com o céu azul, população simpática embora pareça que exista mais estrangeiros do que “Londrinos” na cidade.... Chegamos na cidade na sexta-feira à noite no Aeroporto de London Stansted que fica bem afastado da cidade. Pegamos um ônibus que nos deixou na estação Victoria do Metrô (chamado de Underground) e depois pegamos o metrô para chegar até o Hotel Pembury que fica em Finsbury. Devido a todo esse trajeto, chegamos no Hotel quase meia-noite. No Sábado, nos encontramos com a Geórgia (uma amiga minha brasileira que está estudando em London) e fomos para Notting Hill, já que sábado é o dia da famosa feira livre que ocorre por lá. Fomos de ônibus, no andar de cima (lógico!) e já deu para ter uma idéia da cidade. Saímos de Notting Hill e fomos para o centro da cidade. A Geórgia foi muito legal, e nos levou para conhecer vários pontos interessantes da cidade como Camden Town (que também é um grande mercado aberto porém bem descolado, com lojas e pessoas bem “modernas”) e a Trafalgar Square (praça onde está localizada a National Gallery), A Jô sugeriu almoçarmos em um restaurante brasileiro para matarmos um pouco da saudade do Brasil, o que foi uma ótima idéia. Ao chegarmos lá tivemos uma surpresa: encontramos uma ex-colega de trabalho minha que está morando em London com o marido. Ficamos lá no Restaurante brasuca, todos juntos, comendo coxinha e feijoada, e bebendo Guaraná Antartica. Para quem mora fora, qualquer “brasilidade” deste tipo já emociona.... Depois da comilança, mais caminhada..... percorremos a beira do Rio Tamisa e entramos na Tate Modern que é o museu de arte moderna. Achamos lindo!!! Tinha uma instalação com uns tobogãs gigantes e as pessoas podiam escorregar. É lógico que nós também fomos. Tem até uma foto da Jô escorregando. O hall de entrada do Museu tem uma rampa enorme onde os londrinos ficam sentados com os filhos, comendo uns lanchinhos, conversando, as crianças correndo... funciona como uma espécie de praça fechada, já que o frio judia. Achei isso muito legal pois já eram mais de 20hs da noite e o museu estava lotado. Deu para ver que eles usam mesmo todo aquele espaço. Ainda no final da noite do Sábado tivemos pique para ir a um bar tomar uma cerveja (Zé) e vinho (Vi e Jô). No domingo, acordamos cedo e demos um descanso para a coitada da minha amiga que já tinha feito muito de sair com a gente durante todo o Sábado. Ela ainda nos convidou para jantar na casa dela no Domingo, o que foi muito bom (tem foto). Assim, nosso dia começou percorrendo a catedral Saint Paul (onde o Príncipe Charles e a Camilla Parker se casaram). Caminhados mais um pouco ao redor do rio e fomos até o museu Victoria & Albert. Vimos uma exposição dos cadernos de anotações do Leonardo da Vinci que foi algo incrível! Saímos de lá e fomos direto para o restaurante do Jamie Oliver, Fifteen. Bem, posso dizer que foi uma grande experiência. O lugar é bem moderno e agradável, os garçons super alegres e gentis, sem aquele estilo formal que encontramos em alguns restaurantes mais “chiquinhos” de São Paulo. Comemos muito bem, assim como meu “guloso marido” já descreveu no post anterior. Depois disso, mais caminhada: Regent’s Park, Baker Street (a rua onde tem o museu do Sherlock Holmes) e Oxford Street. Na Segunda-feira, começamos o dia com a famosa “Tower of London”, que é conhecida por guardar as jóias da rainha (lindas), o maior diamante do mundo (+/- do tamanho de um ovo grande) e os corvos pretos (esta história é boa: dizem que quando os corvos voarem e deixarem as torres de London, a monarquia será extinguida. Isso é tão conhecido e tão popular entre o povo, que para não haver “problemas futuros” a rainha manda cortar as asas do corvos....). Apesar de ter o nome de “Torre”, na verdade ele é um grande castelo medieval, com vários prédios e museus dentro. Foi bem interessante, sem dizer que a vista da Tower Bridge (ponte da torre) é sensacional! Saímos de lá e fizemos todo o percurso de volta ao centro de London a pé, sempre pela beirada do Tâmisa. Cruzamos a Tower Bridge, passamos pela London Eye, mas como estava uma fila gigante, deixamos para ir na quarta-feira com hora marcada. Vimos o Parlamento, o Big Ben, capela de Westminster, a praça de Westminster, Saint James Park (lindo!!! - é o parque que fica entre essa região do Parlamento e que vai dar no castelo da rainha), e finalmente Buckingham Palace. Saímos de lá e fomos até o British Museum, pois já começava a escurecer... Neste museu, vale lembrar da sala de leitura que é algo fantástico!!!! Redonda e enorme, como aquelas bibliotecas antigas.... Na terça-feira, fomos até Docklands e Greenwich. Em Docklands não achamos nada especial. Esta é uma região nova de London, onde foram construídos prédios comerciais em cima do rio. É interessante ver os enormes prédios, praças, tudo super moderno, em cima de estruturas de metal do Rio. Me lembrei da região de Alphaville em SP. Já o Greenwich Park é interessante. Além de ser considerado patrimônio da humanidade pela Unesco, o parque é lindo e tem o Observatório Real, onde a partir dele é definido o Meridiano de Greenwich (longitude 0°). Isso foi usado para a definição do tempo médio de Greenwich (GMT), assim dizemos que os ingleses são os “donos do tempo”. Aprendi tudo isso lá!!!! Saímos de lá, e voltamos para o centro da cidade de metrô. O frio estava de matar, assim como vocês podem ver nas fotos. Apesar do céu azul e sol, estávamos de luvas, gorro, cachecol e casaco... Percorremos então toda a região de Covent Garden, incluindo o mercado, com vários artistas e lojinhas bacanas. Caminhamos por toda Oxford Street (rua muito movimentada, cheia de lojas). Foi bem engraçado, pois como estava muito frio, entrávamos nas lojas para dar uma aquecida, e depois voltávamos para a rua. Paramos em um café para dar aquela esquentada e retomada no fôlego, e voltamos para a rua. Caminhamos pelo Soho e Chinatown. Na Quarta-feira, nosso último dia, mais uma vez céu muito azul com sol e muito frio. Estava fazendo cerca de 3º! Mas, mesmo assim não desanimamos e fomos direto para a London Eye (roda gigante!). O esquema de reservar o ticket pela internet funciona muito bem, além de ser mais barato. Tiramos muitas fotos incríveis! Virei fã de carteirinha dela.... Já o Zé não pode dizer o mesmo... como ele tem medo de “roda gigante”, para ele não foi uma experiência tão agradável. Para vocês terem uma idéia, o pessoal que estava com a gente na cabine veio perguntar se ele estava com medo.... Panic!!!! Porém, vou defender o grandioso monumento de London: as cabines são climatizadas (ufa!), não balança nem um minuto e você quase não sente ela se mover. Portanto, este é um passeio altamente recomendável! Depois disso, passamos novamente pela região do Big Ben e Parlamento para dar um “bye”, passamos pelo Green Park (que frio!!!!!) e fomos até o palácio de Buckingham ver a famosa troca da guarda. Voltamos para o hotel, pegamos a mala e fomos direto para o Aeroporto com aquela sensação de que ainda teríamos muito para conhecer.... London é incrível e deixou muitas saudades!!!!
Só mais uma coisa: ao chegar na Alemanha, mais frio.... o termômetro do carro marcava 2º!!! Tirei até foto!!!
Beijos e saudades!
Vi
Só mais uma coisa: ao chegar na Alemanha, mais frio.... o termômetro do carro marcava 2º!!! Tirei até foto!!!
Beijos e saudades!
Vi
London - É possível comer bem?
Boa pergunta, não é mesmo? Sim, é muito boa. A fama da comida inglesa é das piores possíveis. Típicos pratos ingleses são Fish and Chips (peixe e batata frita, pingando óleo!) ou Salsichas com Feijão. Se você for a um Pub londrino, terá que se deliciar com algumas destas iguarias, pois as opções no cardápio não costumam ser tão variadas.
Para que vocês tenham uma idéia, uma amiga que morou em London alguns meses para estudar inglês e ficou hospedada na casa de uma família londrina, nos contou que um belo dia no jantar ela começou a sentir um cheiro muito estranho, que não sabia identificar. Alguns minutos depois chega a matriarca inglesa com uma bela torta, que foi posicionada no centro da mesa. Os filhos e o pai já salivavam quando a mãe cortou o primeiro pedaço. Junto com o corte, o mesmo cheiro que nossa amiga havia sentido minutos atrás ficou ainda mais intenso, vindo diretamente do recheio da torta. A família se deliciou, ela comeu um pequeno pedaço e disse que estava sem fome. No dia seguinte, já na escola de inglês, ela comentou com outros gringos que tinha comido uma coisa muito estranha e mal cheirosa, mas que ela não sabia o que era. Um dos amigos, que também já tinha passado por experiência parecida, esclareceu o enigma: "Oh, Gosh! You have eaten kidnee pie!!!! Disgusting!". Em bom português, "kidnee pie" é uma deliciosa torta de rim! Dá prá crer? Credo! O pior é que em um dos dias da nossa viagem, nós paramos em um café no Saint James Park para nos aquecer com um cappuccino e tivemos o (des)prazer de ver exposto no balcão, entre outros acepipes, a famigerada e famosa "kidnee pie".
Mas voltando para a pergunta inicial, sim, é possível comer bem em London. A cidade é muito cosmopolita, como qualquer outra capital. Existem muitos e variados restaurantes, cafés, bares, pizzarias, kebab haus (lanchonete para comer churrasquinho turco/grego) etc. Para ser bem honestos, comemos muito, mas muito bem lá. Bem mesmo!
Abaixo deixamos para vocês uma pequena lista com os lugares onde comemos. Mas não se esqueça, lá tudo é muito, muito caro!
1) Fifteen - Almoçamos um dia no restaurante do Jamie Oliver, aquele inglesinho famoso que apresenta um programa de culinária na TV a cabo (talvez GNT). A comida é ótima, o ambiente é refinado sem ser fresco ou intimidador, os garçons são jovens, tudo funciona muito bem (publicamos algumas fotos de lá). Este almoço foi o ponto alto da nossa aventura culinária, com entrada (frutos do mar), prato principal (massa) e sobremesa (bolinhos de chocolate). O café também foi ótimo!
Endereço: 15 Westland Place - N1 7LP (metrô Old School)
http://www.fifteenrestaurant.com - site do restaurante
http://www.jamieoliver.com - site do Jamie Oliver
2) Hamburger Union - Casa bem informal e moderninha em Covent Garden, onde se come hamburgers e fritas. Existem várias opções, você pede no balcão, recebe um número (plaquetinha) que identifica seu pedido, pega um lugar em uma das mesas e o garçom trás a comida e as bebidas. Existem muito poucas mesas e uma maior no meio do salão onde umas 10 pessoas sentam juntas. O hamburger estava delicioso e suculento, como em alguns lugares em São Paulo. As fritas também estava ótimas. Água é grátis, basta levantar e "help yourself" (pegar um copo e uma jarra em um balcão). Excelente opção para o almoço.
Endereço: 4/6 Garrick Street - Covent Garden (metrô Covent Garden) - WC2E 9BH
www.harburgerunion.com
3) Crusting Pipe - Grande surpresa que tivemos. Como havíamos comido muito no almoço, queríamos algo leve. Algo como um vinho com queijo (que frescos, não?). Logo imaginamos que seria impossível, pois vinho e queijo em London só em um lugar muito fino e consequentemente muito caro. Mas demos muito sorte! No mercado de Covent Garden, no andar de baixo, existem 2 restaurantes. Um deles é o Crusting Pipe. É uma espécie de taverna com várias salinhas pequenas, algumas com mesas e cadeiras como em um restaurante normal, outras com poltronas e mesinhas de centro. A iluminação é escurinha, bem romântica. Existe uma carta grande de vinhos, que podem ser pedidos em taças e garrafas (nestes casos todos os vinhos da carta) e meias garrafas (só alguns rótulos específicos). Para comer há sopa, 1 ou 2 opções de massa, outras 2 opções de carne e claro, tábuas de queijo e frios. Pedimos uma meia garrafa de um vinho francês (não se assustem, vinhos franceses aqui são baratos!) e uma tábua de queijos. Foi sensacional! Altamente recomendável.
Endereço: 27 The Market, Covent Garden - WC2E 8RD - Telefone: 020 7836-1415 (coloque o DDI da Inglaterra antes)
4) Pret a Manger e EAT! - Estas duas redes são incríveis e estão espalhadas por toda a cidade. Servem sanduíches, saladas, tortas, iogurtes, sopas, sucos e cafés. Tudo lá é prá viagem, se pede no balcão e se leva para comer em algum lugar fora. Todos os pratos são feitos com ingredientes frescos e selecionados, que são distribuídos para as lojas da rede durante a madrugada. Quase todas as lojas possuem cozinha onde os lanches são montados e os outros pratos preparados. As embalagens e apresentação são perfeitas, muito higiênicas. Comemos nas duas e não nos arrependemos. É uma ótima opção para quem está na correria de visitar todos os cantos da cidade em 4 dias, como nós. Não se perde mais que 10 minutos escolhendo e pagando, daí é só levar e comer no trajeto para seu próximo destino. Ah, claro, e o preço é muito bom, se gasta o mesmo que no Mc Donald's ou Burger King e se come infinitamente melhor.
Pret a Manger - http://www.pret.com/
Eat - http://www.eat.co.uk/
Guten apetit!
Para que vocês tenham uma idéia, uma amiga que morou em London alguns meses para estudar inglês e ficou hospedada na casa de uma família londrina, nos contou que um belo dia no jantar ela começou a sentir um cheiro muito estranho, que não sabia identificar. Alguns minutos depois chega a matriarca inglesa com uma bela torta, que foi posicionada no centro da mesa. Os filhos e o pai já salivavam quando a mãe cortou o primeiro pedaço. Junto com o corte, o mesmo cheiro que nossa amiga havia sentido minutos atrás ficou ainda mais intenso, vindo diretamente do recheio da torta. A família se deliciou, ela comeu um pequeno pedaço e disse que estava sem fome. No dia seguinte, já na escola de inglês, ela comentou com outros gringos que tinha comido uma coisa muito estranha e mal cheirosa, mas que ela não sabia o que era. Um dos amigos, que também já tinha passado por experiência parecida, esclareceu o enigma: "Oh, Gosh! You have eaten kidnee pie!!!! Disgusting!". Em bom português, "kidnee pie" é uma deliciosa torta de rim! Dá prá crer? Credo! O pior é que em um dos dias da nossa viagem, nós paramos em um café no Saint James Park para nos aquecer com um cappuccino e tivemos o (des)prazer de ver exposto no balcão, entre outros acepipes, a famigerada e famosa "kidnee pie".
Mas voltando para a pergunta inicial, sim, é possível comer bem em London. A cidade é muito cosmopolita, como qualquer outra capital. Existem muitos e variados restaurantes, cafés, bares, pizzarias, kebab haus (lanchonete para comer churrasquinho turco/grego) etc. Para ser bem honestos, comemos muito, mas muito bem lá. Bem mesmo!
Abaixo deixamos para vocês uma pequena lista com os lugares onde comemos. Mas não se esqueça, lá tudo é muito, muito caro!
1) Fifteen - Almoçamos um dia no restaurante do Jamie Oliver, aquele inglesinho famoso que apresenta um programa de culinária na TV a cabo (talvez GNT). A comida é ótima, o ambiente é refinado sem ser fresco ou intimidador, os garçons são jovens, tudo funciona muito bem (publicamos algumas fotos de lá). Este almoço foi o ponto alto da nossa aventura culinária, com entrada (frutos do mar), prato principal (massa) e sobremesa (bolinhos de chocolate). O café também foi ótimo!
Endereço: 15 Westland Place - N1 7LP (metrô Old School)
http://www.fifteenrestaurant.com - site do restaurante
http://www.jamieoliver.com - site do Jamie Oliver
2) Hamburger Union - Casa bem informal e moderninha em Covent Garden, onde se come hamburgers e fritas. Existem várias opções, você pede no balcão, recebe um número (plaquetinha) que identifica seu pedido, pega um lugar em uma das mesas e o garçom trás a comida e as bebidas. Existem muito poucas mesas e uma maior no meio do salão onde umas 10 pessoas sentam juntas. O hamburger estava delicioso e suculento, como em alguns lugares em São Paulo. As fritas também estava ótimas. Água é grátis, basta levantar e "help yourself" (pegar um copo e uma jarra em um balcão). Excelente opção para o almoço.
Endereço: 4/6 Garrick Street - Covent Garden (metrô Covent Garden) - WC2E 9BH
www.harburgerunion.com
3) Crusting Pipe - Grande surpresa que tivemos. Como havíamos comido muito no almoço, queríamos algo leve. Algo como um vinho com queijo (que frescos, não?). Logo imaginamos que seria impossível, pois vinho e queijo em London só em um lugar muito fino e consequentemente muito caro. Mas demos muito sorte! No mercado de Covent Garden, no andar de baixo, existem 2 restaurantes. Um deles é o Crusting Pipe. É uma espécie de taverna com várias salinhas pequenas, algumas com mesas e cadeiras como em um restaurante normal, outras com poltronas e mesinhas de centro. A iluminação é escurinha, bem romântica. Existe uma carta grande de vinhos, que podem ser pedidos em taças e garrafas (nestes casos todos os vinhos da carta) e meias garrafas (só alguns rótulos específicos). Para comer há sopa, 1 ou 2 opções de massa, outras 2 opções de carne e claro, tábuas de queijo e frios. Pedimos uma meia garrafa de um vinho francês (não se assustem, vinhos franceses aqui são baratos!) e uma tábua de queijos. Foi sensacional! Altamente recomendável.
Endereço: 27 The Market, Covent Garden - WC2E 8RD - Telefone: 020 7836-1415 (coloque o DDI da Inglaterra antes)
4) Pret a Manger e EAT! - Estas duas redes são incríveis e estão espalhadas por toda a cidade. Servem sanduíches, saladas, tortas, iogurtes, sopas, sucos e cafés. Tudo lá é prá viagem, se pede no balcão e se leva para comer em algum lugar fora. Todos os pratos são feitos com ingredientes frescos e selecionados, que são distribuídos para as lojas da rede durante a madrugada. Quase todas as lojas possuem cozinha onde os lanches são montados e os outros pratos preparados. As embalagens e apresentação são perfeitas, muito higiênicas. Comemos nas duas e não nos arrependemos. É uma ótima opção para quem está na correria de visitar todos os cantos da cidade em 4 dias, como nós. Não se perde mais que 10 minutos escolhendo e pagando, daí é só levar e comer no trajeto para seu próximo destino. Ah, claro, e o preço é muito bom, se gasta o mesmo que no Mc Donald's ou Burger King e se come infinitamente melhor.
Pret a Manger - http://www.pret.com/
Eat - http://www.eat.co.uk/
Guten apetit!
London (ou Londres?)
Estávamos conversando ontem à noite sobre nomes de cidades. Por exemplo, aqui na Alemanha, Veneza é Venedig, enquanto Roma é Roma mesmo. Veneza em italiano é Venezia e em inglês Venice. Milão em alemão é Mailand, em italiano Milano e inglês Milan. Lisboa é Lisbon em inglês, Lisabon em alemão.
Não seria mais fácil manter o nome da cidade na sua língua original? Venezia não poderia ser simplesmente Venezia, Milano apenas Milano e Lisboa, em bom português, Lisboa?
London é também London em alemão, mas em português Londres e em italiano Londra.
Estamos começando a escrever nossas impressões sobre Londres aqui no blog. E para isto vamos nos referir a ela como London. Não, não, não estamos metidos ou qualquer coisa assim (talvez um pouco). Mas achamos esta a forma mais correta.
Ou alguém gosta quando chamam o Brasil de Brazil com Z ou São Paulo de Saint Paul ou San Pablo?
Não seria mais fácil manter o nome da cidade na sua língua original? Venezia não poderia ser simplesmente Venezia, Milano apenas Milano e Lisboa, em bom português, Lisboa?
London é também London em alemão, mas em português Londres e em italiano Londra.
Estamos começando a escrever nossas impressões sobre Londres aqui no blog. E para isto vamos nos referir a ela como London. Não, não, não estamos metidos ou qualquer coisa assim (talvez um pouco). Mas achamos esta a forma mais correta.
Ou alguém gosta quando chamam o Brasil de Brazil com Z ou São Paulo de Saint Paul ou San Pablo?
A melhor foto que temos até agora aqui na Alemanha...
Estamos viajando como loucos pela Europa, aproveitando cada final de semana ou feriado para bater pernas por aí. Somando todas as fotos que já tiramos, com certeza já passamos de 1000 (e olha que estamos aqui há pouco mais de 3 meses apenas!). Mas, sem dúvida, a melhor foto que temos aqui da Alemanha não foi tirada por nós e foi recebida pelo correio. Ela veio acompanhada com uma cartinha, escrita em bom alemão, é claro:
"Herrn José Carlos Pires Júnior...
Sie überschritten die zulässige Höchstgeschwindgkeit innerhalb geschlossener Ortschafen um 16 km/h. Zülassige Geschwindigkeit: 50 km/h. Festgestellte Geschwindigkeit: 66 km/h."
Não precisa falar alemão para entender, não é mesmo?! Recebemos uma linda multa, pois dirigimos acima do limite de velocidade na Jungbuschbrücke, uma ponte aqui da cidade. O custo (35 euros) é alto, mas felizmente não é de matar, como aquelas multas de mais de 500 reais que temos no Brasil.
Ah, a foto, tinha me esquecido. Está em preto e branco, mas é super clara. Se vê uma donzela tipicamente alemã, alta, loira, com óculos escuros, tranquila, com um rosto bem familiar. A boca está fechada, parece não estar cantando nenhuma música. Há um carro branco do lado com um casal, com a moça dirigindo. Se vê também no nosso carro o já mundialmente conhecido TomTom, como chamamos o nosso GPS.
Bom, acho que não preciso explicar quem estava dirigindo, não é mesmo? Só estou curioso se o TomTom fez isto de sacanagem, se a levou por esse caminho por que sabia que a alemãzinha iria tomar uma multa!
Zé
"Herrn José Carlos Pires Júnior...
Sie überschritten die zulässige Höchstgeschwindgkeit innerhalb geschlossener Ortschafen um 16 km/h. Zülassige Geschwindigkeit: 50 km/h. Festgestellte Geschwindigkeit: 66 km/h."
Não precisa falar alemão para entender, não é mesmo?! Recebemos uma linda multa, pois dirigimos acima do limite de velocidade na Jungbuschbrücke, uma ponte aqui da cidade. O custo (35 euros) é alto, mas felizmente não é de matar, como aquelas multas de mais de 500 reais que temos no Brasil.
Ah, a foto, tinha me esquecido. Está em preto e branco, mas é super clara. Se vê uma donzela tipicamente alemã, alta, loira, com óculos escuros, tranquila, com um rosto bem familiar. A boca está fechada, parece não estar cantando nenhuma música. Há um carro branco do lado com um casal, com a moça dirigindo. Se vê também no nosso carro o já mundialmente conhecido TomTom, como chamamos o nosso GPS.
Bom, acho que não preciso explicar quem estava dirigindo, não é mesmo? Só estou curioso se o TomTom fez isto de sacanagem, se a levou por esse caminho por que sabia que a alemãzinha iria tomar uma multa!
Zé
Chegamos agora de Londres
... e tivemos uma incrível surpresa: 2,5° na Alemanha!!! Já havíamos passado frio em Londres nos 2 últimos dias, mas chegar aqui com este frio não estava nos planos.
Londres foi incrível - pelos "londoners", pelo contraste da realeza e antiguidade com o clima cosmopolita, pela comida (sim, a comida!) e tudo mais... mas isto é assunto para os próximos posts!
Londres foi incrível - pelos "londoners", pelo contraste da realeza e antiguidade com o clima cosmopolita, pela comida (sim, a comida!) e tudo mais... mas isto é assunto para os próximos posts!
Luxemburgo e Trier
No último final de semana, fomos visitar Luxemburgo e Trier, como vocês podem ver nas fotos que já estão publicadas. Luxemburgo, que é um país-estado e tem apenas 2.587 m2 (gente, isso é mais ou menos 50km x 50km!), fica a apenas 2 horas de carro de Mannheim. Trier, já em território alemão, fica uns 15 km antes de Luxemburgo.
Como já mencionamos antes, tem uma colega de trabalho do Zé de Singapura que está trabalhando aqui e ficará até o Natal. Como ela está sozinha (largou um filhinho de 4 anos e o marido para passar 3 meses trabalhando na Basf da Alemanha), ela praticamente virou nossa companheira de aventuras. É difícil passar uma semana sem fazermos algum passeio juntos. O que eu acho ótimo, já que ela tem um inglês perfeito e sempre nos ensina palavras novas. Como não podia ser diferente, ela nos acompanhou nesta viagem e vocês poderão "conhece-la" em várias fotos.
Inclusive, parece que pegamos o gosto "asiático" de tirar fotos.... nesta viagem foram mais de 100 fotos em apenas 1 final de semana! Porém, para não deixá-los tão entediados, fizemos uma pequena seleção antes de publicar as fotos.
Bem, Luxemburgo nos impressionou muito! Não esperávamos que a cidade fosse tão bonita! Talvez por não ser tão famosa como Paris ou Londres, não estávamos esperando muito... mas a cidade tem um ar medieval, com a preservação de lindas ruínas do ano de 963, e uma outra parte da cidade é totalmente nova e moderna. Como este pequeno país fica espremido entre a Bélgica, França e Alemanha, é possível ouvir tanto a língua francesa como o alemão, porém a maioria das pessoas falam francês. Os cardápios dos restaurantes, por exemplo, estão todos em francês. Apesar do nosso alemão ainda ser bem "meia-boca" e não conhecermos praticamente nada de francês, foi bem fácil de se virar. Outra coisa interessante, é que Luxemburgo é considerada a cidade mais segura da Europa.
Passamos todo o sábado passeando pelas ruas da cidade, centro antigo, ruínas, igrejas, etc. Tudo a pé. A cidade é muito pequena e dá para andar por todos os lados. No sábado a noite, fomos para Trier, já que tínhamos a reserva de hotel em Trier que é mais barata do que Luxemburgo (seguindo o costume francês, "Lux" é meio cara...).
Trier é considerada a "segunda Roma" devido às suas construções romanas que estão preservadas. É a cidade mais antiga da Alemanha, com mais de 2000 anos! No ano 180 AC foi construída uma parede de 7 km em torno da cidade, da qual hoje resta somente o Anfiteatro, a Roman Bridge e a Porta Nigra. Tiramos fotos de tudo isso... muito interessante, embora tenhamos sentido falta de obter informações em inglês. Todos os monumentos possuem visitas guiadas e folhetos explicativos, porém só em alemão, o que é uma pena já que não conseguimos conhecer a história completa de cada uma das construções. A cidade fica nas margens do rio Mosel, super conhecido aqui na Alemanha pela produção de vinhos. Inclusive, é possível ver nas encostas deste rio, campos repletos de vinhedos. Super lindo!
Rodamos pela cidade durante todo o domingo. Como ela também é bem pequena, em um dia é possível visitar praticamente tudo. Para fechar o final de semana, paramos em uma das principais praças da cidade, sentamos e tomamos um delicioso café com bolo! Muito bom!!!!
Bem, acho que vocês estão se perguntando, "nossa como eles viajam!" ou então "o que será que farão no próximo final de semana?". Realmente esta estada aqui na Alemanha está sendo muito especial... Bem, não quero deixá-los com água na boca, mas neste final de semana (que será prolongado por nós por mais 3 dias) estamos indo para Londres... eta vida dura!!!!
Beijos e saudades para todos que lerem este post!!!!
Vi...Mais
Como já mencionamos antes, tem uma colega de trabalho do Zé de Singapura que está trabalhando aqui e ficará até o Natal. Como ela está sozinha (largou um filhinho de 4 anos e o marido para passar 3 meses trabalhando na Basf da Alemanha), ela praticamente virou nossa companheira de aventuras. É difícil passar uma semana sem fazermos algum passeio juntos. O que eu acho ótimo, já que ela tem um inglês perfeito e sempre nos ensina palavras novas. Como não podia ser diferente, ela nos acompanhou nesta viagem e vocês poderão "conhece-la" em várias fotos.
Inclusive, parece que pegamos o gosto "asiático" de tirar fotos.... nesta viagem foram mais de 100 fotos em apenas 1 final de semana! Porém, para não deixá-los tão entediados, fizemos uma pequena seleção antes de publicar as fotos.
Bem, Luxemburgo nos impressionou muito! Não esperávamos que a cidade fosse tão bonita! Talvez por não ser tão famosa como Paris ou Londres, não estávamos esperando muito... mas a cidade tem um ar medieval, com a preservação de lindas ruínas do ano de 963, e uma outra parte da cidade é totalmente nova e moderna. Como este pequeno país fica espremido entre a Bélgica, França e Alemanha, é possível ouvir tanto a língua francesa como o alemão, porém a maioria das pessoas falam francês. Os cardápios dos restaurantes, por exemplo, estão todos em francês. Apesar do nosso alemão ainda ser bem "meia-boca" e não conhecermos praticamente nada de francês, foi bem fácil de se virar. Outra coisa interessante, é que Luxemburgo é considerada a cidade mais segura da Europa.
Passamos todo o sábado passeando pelas ruas da cidade, centro antigo, ruínas, igrejas, etc. Tudo a pé. A cidade é muito pequena e dá para andar por todos os lados. No sábado a noite, fomos para Trier, já que tínhamos a reserva de hotel em Trier que é mais barata do que Luxemburgo (seguindo o costume francês, "Lux" é meio cara...).
Trier é considerada a "segunda Roma" devido às suas construções romanas que estão preservadas. É a cidade mais antiga da Alemanha, com mais de 2000 anos! No ano 180 AC foi construída uma parede de 7 km em torno da cidade, da qual hoje resta somente o Anfiteatro, a Roman Bridge e a Porta Nigra. Tiramos fotos de tudo isso... muito interessante, embora tenhamos sentido falta de obter informações em inglês. Todos os monumentos possuem visitas guiadas e folhetos explicativos, porém só em alemão, o que é uma pena já que não conseguimos conhecer a história completa de cada uma das construções. A cidade fica nas margens do rio Mosel, super conhecido aqui na Alemanha pela produção de vinhos. Inclusive, é possível ver nas encostas deste rio, campos repletos de vinhedos. Super lindo!
Rodamos pela cidade durante todo o domingo. Como ela também é bem pequena, em um dia é possível visitar praticamente tudo. Para fechar o final de semana, paramos em uma das principais praças da cidade, sentamos e tomamos um delicioso café com bolo! Muito bom!!!!
Bem, acho que vocês estão se perguntando, "nossa como eles viajam!" ou então "o que será que farão no próximo final de semana?". Realmente esta estada aqui na Alemanha está sendo muito especial... Bem, não quero deixá-los com água na boca, mas neste final de semana (que será prolongado por nós por mais 3 dias) estamos indo para Londres... eta vida dura!!!!
Beijos e saudades para todos que lerem este post!!!!
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Brinquedo de papel marchê...
Na última 4a-feira, 18/10/2006, fomos há um show do João Bosco e do Gonzalo Rubalcaba aqui em Ludwigshafen. O show fez parte de um festival chamado “Enjoy Jazz”, que significa “Desfrute Jazz” ou “Curta Jazz” (mais detalhes, www.enjoyjazz.de), que acontece nas cidades de Ludwigshafen, Mannheim e Heidelberg simultaneamente e conta, por exemplo, com a participação de músicos como Ron Carter, Wayne Shorter, Guru e Arrested Development, além de mais outros 40 ou 50.
Bom, o João Bosco (www.joaobosco.com.br) vocês conhecem, dispensa apresentações. O Gonzalo Rubalcaba (http://www.g-rubalcaba.com) é um pianista cubano, dos grandes, grande historia, além de ter tocado com gente de peso, como Charlie Haden, Ron Carter e Pat Metheny. Ele estava presente também no show em homenagem ao Tom Jobim no Free Jazz Festival de 94 em São Paulo, que por acaso foi o último show do nosso maestro em terras brasileiras. A banda tinha: Bosco (voz e violão), Rubalcaba (piano), Nelson Faria (violão), Ney Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria e percussão).
A 1a coisa muito interessante para mim, é que mesmo cidades pequenas como Ludwigshafen, com população tipicamente formada por trabalhadores da BASF, possui vida cultural, com shows, museus, dança, cinemas etc, coisa que algumas cidades brasileiras bem maiores muitas vezes não tem. Mas isto é assunto para outro post... Outra coisa é que esta foi a 1a vez que nós fomos há um show do João Bosco... precisamos vir morar na Alemanha para fazer isto! Isto é algo para aprendermos, temos tantas coisas incríveis em nosso país e simplesmente não as aproveitamos por que achamos que elas estão sempre ali, que podemos curti-las a qualquer momento. Outra coisa interessante é que havia um bar, onde era possível comprar bebidas (cerveja, vinho, água e refrigerante) por um preço muito camarada, exatamente igual ao que se paga em qualquer bar ou restaurante, nem um centavo a mais. Esta é outra diferença para o Brasil, onde sempre se paga uma fortuna por uma bebida nas casas de show.
Havia também muitos brasileiros, como deve acontecer em qualquer show de música brasileira fora do Brasil. A brasileirada não pede a chance de curtir um pouquinho de sua amada terrinha quando há uma oportunidade. E vocês não fazem idéia do quanto qualquer “brasilidade” pode emocionar quando estamos longe de casa! Pra variar, rolou uma pequena discussão com alguns brasileiros envolvidos, pois a alemãozada estava reservando lugares para pessoas que nem haviam chegado e muita gente não conseguiu achar lugares para sentar (não havia lugares marcados).
O show em si foi sensacional! A banda estava muito bem ensaiada, os arranjos muito bem executados, uma verdadeira aula de jazz à brasileira. O Rubalcaba foi um show à parte nos pianos, realmente impressionante o quão talentoso ele é. Vou procurar CDs dele para comprar e tentar acompanhá-lo daqui prá frente. O Bosco também é incrível, seu violão é mágico, assim como seu controle da platéia e os seus conhecidíssimos falsetes.
Tocaram muitas músicas conhecidas, como “linha de passe”, “o ronco da cuíca”. E para terminar, já no bis, após muitos pedidos e insistência dos frenéticos e frenéticas brasileiras da platéia, tocou “papel marché”. Daí já dá pra imaginar, comoção coletiva (que exagero!), todo mundo cantando junto o “lalalalalaiá, dereundererun dondondondon ai” (nossa, será que está certo??!! vocês sabem do que estou falando!) e os alemães não acreditando na cantoria. Typisch Brasilianisch!
Bom, o João Bosco (www.joaobosco.com.br) vocês conhecem, dispensa apresentações. O Gonzalo Rubalcaba (http://www.g-rubalcaba.com) é um pianista cubano, dos grandes, grande historia, além de ter tocado com gente de peso, como Charlie Haden, Ron Carter e Pat Metheny. Ele estava presente também no show em homenagem ao Tom Jobim no Free Jazz Festival de 94 em São Paulo, que por acaso foi o último show do nosso maestro em terras brasileiras. A banda tinha: Bosco (voz e violão), Rubalcaba (piano), Nelson Faria (violão), Ney Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria e percussão).
A 1a coisa muito interessante para mim, é que mesmo cidades pequenas como Ludwigshafen, com população tipicamente formada por trabalhadores da BASF, possui vida cultural, com shows, museus, dança, cinemas etc, coisa que algumas cidades brasileiras bem maiores muitas vezes não tem. Mas isto é assunto para outro post... Outra coisa é que esta foi a 1a vez que nós fomos há um show do João Bosco... precisamos vir morar na Alemanha para fazer isto! Isto é algo para aprendermos, temos tantas coisas incríveis em nosso país e simplesmente não as aproveitamos por que achamos que elas estão sempre ali, que podemos curti-las a qualquer momento. Outra coisa interessante é que havia um bar, onde era possível comprar bebidas (cerveja, vinho, água e refrigerante) por um preço muito camarada, exatamente igual ao que se paga em qualquer bar ou restaurante, nem um centavo a mais. Esta é outra diferença para o Brasil, onde sempre se paga uma fortuna por uma bebida nas casas de show.
Havia também muitos brasileiros, como deve acontecer em qualquer show de música brasileira fora do Brasil. A brasileirada não pede a chance de curtir um pouquinho de sua amada terrinha quando há uma oportunidade. E vocês não fazem idéia do quanto qualquer “brasilidade” pode emocionar quando estamos longe de casa! Pra variar, rolou uma pequena discussão com alguns brasileiros envolvidos, pois a alemãozada estava reservando lugares para pessoas que nem haviam chegado e muita gente não conseguiu achar lugares para sentar (não havia lugares marcados).
O show em si foi sensacional! A banda estava muito bem ensaiada, os arranjos muito bem executados, uma verdadeira aula de jazz à brasileira. O Rubalcaba foi um show à parte nos pianos, realmente impressionante o quão talentoso ele é. Vou procurar CDs dele para comprar e tentar acompanhá-lo daqui prá frente. O Bosco também é incrível, seu violão é mágico, assim como seu controle da platéia e os seus conhecidíssimos falsetes.
Tocaram muitas músicas conhecidas, como “linha de passe”, “o ronco da cuíca”. E para terminar, já no bis, após muitos pedidos e insistência dos frenéticos e frenéticas brasileiras da platéia, tocou “papel marché”. Daí já dá pra imaginar, comoção coletiva (que exagero!), todo mundo cantando junto o “lalalalalaiá, dereundererun dondondondon ai” (nossa, será que está certo??!! vocês sabem do que estou falando!) e os alemães não acreditando na cantoria. Typisch Brasilianisch!
"Foras" na degustação de vinho
Na semana passada recebi por e-mail um convite de uma grande loja de móveis chamada IKEA para participar de uma degustação de vinho. Pelo desenho do e-mail, consegui entender que ao imprimir aquele e-mail ganharíamos ainda 6 taças de vinho. Achei aquilo fantástico por dois motivos básicos: primeiro porque seria uma grande oportunidade de treinar de alguma forma o alemão (embora ainda estejamos no nível básico da língua), e em segundo lugar porque adoro ganhar brindes, e neste caso seriam dois brindes (experimentar os vinhos da região e os copos)!
Portanto, fomos nós, eu e Zeca (como ele é chamado pelos Alemães), com nosso cupom nas mãos diretamente para a degustação de vinho.
Chegando lá, e é lógico que não conseguimos achar facilmente o local da degustação... rodamos por toda aquela loja gigante, que é do tipo da Tok Stok onde você começa a seguir um caminho único e não termina nunca.... Até que pedimos ajuda para uma vendedora que disse que nos levaria na sala. Entramos no meio da área administrativa da loja e começamos a caminhar pelos corredores como se fosse um labirinto. É lógico que nunca acharíamos a sala!!! Quando entramos na sala, tomamos um pequeno susto já que era um pouco diferente do que imaginávamos: poucas pessoas (cerca de umas 15), todos identificados com crachá e um número de mesas e cadeiras exato ao número de pessoas que estavam na sala. Ou seja, além de chegamos atrasados, o que é uma falha praticamente imperdoável, ainda por cima, deveríamos ter feito algum tipo de inscrição ou algo parecido. Ficamos lá, parados na porta por alguns segundos, com o seminário interrompido, com a cara da outra vendedora que estava dentro da sala não sabendo o que fazer...
Enfim, decidimos nos mover e pedir desculpas... "Entschuldigung! Entschuldigung!", acho que com o nosso sotaque e a carinha de turco do meu marido, eles já sacaram na hora que não éramos alemães.
Após a vendedora trazer mesa, cadeiras, copos, etc... o seminário retomou o andamento normal. Percebemos que todos eles entendiam muito bem de vinho, faziam vários comentários, perguntas e nós sem entender nada da explicação, ficamos totalmente perdidos... o Zé falou no meu ouvido: "espero que ele não me pergunte nada!". E o pior é que foi essa sensação! A palestra foi super intimista e seria um grande vexame todos eles perceberem que não estávamos entendendo nada da palestra!!!
Passamos um pequeno nervoso por cerca de uma hora, mas também provamos 6 vinhos (3 brancos e 3 tintos). O Zé estava tão desesperado para ir embora que quando a palestra terminou, ele já levantou para sairmos, mas a vendedora veio com uma pesquisa de satisfação (e era para escrever, e não fazer simplesmente "X"). Pegamos 1 único papel, já que não teríamos vocabulário para preencher 2 pesquisas e escrevemos coisas básicas.
Por fim, o Zé levantou-se novamente agradeceu a moça (novamente diálogo básico: "Danke schöne!") e já foi em direção à porta (desespero para ir embora...). Porém, a moça novamente falou várias coisas para a gente. Percebi que todos ainda estavam sentados e achei que estávamos dando mais um "fora"... Pois bem, quando o Zé colocou a mão na maçaneta da porta, ela se virou novamente e começou a falar e fazer que "não" com a cabeça. Todo mundo da sala ficou olhando para a gente com aquela cara: "o que estes dois estão fazendo?".
Na verdade, ela queria esperar todo mundo acabar as pesquisas para depois sairmos juntos pelos corredores administrativos. Novamente a organização alemã e a gente querendo tumultuar....
Assim que deixamos a sala, sentimos um grande alívio... é impressionante como a falta de conhecimento da língua gera um grande desconforto!
Bom, pelo menos ganhamos os copos e bebemos vinho! Alles sehr gut!!!!
Vi
Portanto, fomos nós, eu e Zeca (como ele é chamado pelos Alemães), com nosso cupom nas mãos diretamente para a degustação de vinho.
Chegando lá, e é lógico que não conseguimos achar facilmente o local da degustação... rodamos por toda aquela loja gigante, que é do tipo da Tok Stok onde você começa a seguir um caminho único e não termina nunca.... Até que pedimos ajuda para uma vendedora que disse que nos levaria na sala. Entramos no meio da área administrativa da loja e começamos a caminhar pelos corredores como se fosse um labirinto. É lógico que nunca acharíamos a sala!!! Quando entramos na sala, tomamos um pequeno susto já que era um pouco diferente do que imaginávamos: poucas pessoas (cerca de umas 15), todos identificados com crachá e um número de mesas e cadeiras exato ao número de pessoas que estavam na sala. Ou seja, além de chegamos atrasados, o que é uma falha praticamente imperdoável, ainda por cima, deveríamos ter feito algum tipo de inscrição ou algo parecido. Ficamos lá, parados na porta por alguns segundos, com o seminário interrompido, com a cara da outra vendedora que estava dentro da sala não sabendo o que fazer...
Enfim, decidimos nos mover e pedir desculpas... "Entschuldigung! Entschuldigung!", acho que com o nosso sotaque e a carinha de turco do meu marido, eles já sacaram na hora que não éramos alemães.
Após a vendedora trazer mesa, cadeiras, copos, etc... o seminário retomou o andamento normal. Percebemos que todos eles entendiam muito bem de vinho, faziam vários comentários, perguntas e nós sem entender nada da explicação, ficamos totalmente perdidos... o Zé falou no meu ouvido: "espero que ele não me pergunte nada!". E o pior é que foi essa sensação! A palestra foi super intimista e seria um grande vexame todos eles perceberem que não estávamos entendendo nada da palestra!!!
Passamos um pequeno nervoso por cerca de uma hora, mas também provamos 6 vinhos (3 brancos e 3 tintos). O Zé estava tão desesperado para ir embora que quando a palestra terminou, ele já levantou para sairmos, mas a vendedora veio com uma pesquisa de satisfação (e era para escrever, e não fazer simplesmente "X"). Pegamos 1 único papel, já que não teríamos vocabulário para preencher 2 pesquisas e escrevemos coisas básicas.
Por fim, o Zé levantou-se novamente agradeceu a moça (novamente diálogo básico: "Danke schöne!") e já foi em direção à porta (desespero para ir embora...). Porém, a moça novamente falou várias coisas para a gente. Percebi que todos ainda estavam sentados e achei que estávamos dando mais um "fora"... Pois bem, quando o Zé colocou a mão na maçaneta da porta, ela se virou novamente e começou a falar e fazer que "não" com a cabeça. Todo mundo da sala ficou olhando para a gente com aquela cara: "o que estes dois estão fazendo?".
Na verdade, ela queria esperar todo mundo acabar as pesquisas para depois sairmos juntos pelos corredores administrativos. Novamente a organização alemã e a gente querendo tumultuar....
Assim que deixamos a sala, sentimos um grande alívio... é impressionante como a falta de conhecimento da língua gera um grande desconforto!
Bom, pelo menos ganhamos os copos e bebemos vinho! Alles sehr gut!!!!
Vi
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